Em muitas empresas, a implementação da IA já é realidade e representa o próximo salto competitivo para o mercado brasileiro. Segundo análise exclusiva de Renato Ferreira, COO da Tess, para sua nova coluna no site do C3 – O Clube da Construção Civil.
Com muito prazer, entrego a minha primeira coluna para o C3, clube de executivos que tanto admiro e que há anos acompanho de perto. Como não poderia ser diferente, já nesta primeira edição tratarei do tema que será constante neste espaço – a implementação de agentes de IA em empresas como uma nova realidade, inescapável e inadiável.
Implementação de IA: Transformando a Gestão de Obras
Tenho dividido meu tempo entre o Vale do Silício e o Brasil e posso compartilhar algumas percepções muito úteis para o mercado brasileiro.
1. Não há dúvida quanto ao impacto da IA no mercado profissional. Ninguém mais discute que a capacidade de aplicar IA no dia a dia definirá a próxima geração de empresas bem sucedidas.
2. Pela primeira vez na história, temos no Brasil a oportunidade de participar de uma revolução tecnológica em tempo real. A tecnologia está disponível, acessível para ser implementada, seja em San Francisco ou no interior do Brasil. Segundo a McKinsey, cerca de 80% das empresas já adotaram IA Generativa de alguma forma.
3. O verdadeiro gargalo não é acesso. É implementação. Tanto aqui como no Vale, a capacidade de usar IA de maneira real e excelente ainda está concentrada nas mãos de um percentual ínfimo do mercado.
A saber, fundadores de startups, early adopters e alguns profissionais com maior capacidade técnica. Portanto, esse uso real e excelente envolve identificar processos e rotinas em cada área da empresa que podem ser automatizados, criar agentes autônomos em profusão e gerar ROI efetivo na operação.
É por isso que o MIT aponta que 95% dos projetos desenvolvidos por empresas não gerou retorno até o momento.
IA e Colaboração: Como Equipes se Beneficiam da Inovação

Profissionais discutem estratégias e analisam dados em ambiente colaborativo, integrando tecnologia e conhecimento no setor da construção civil — Imagem Ilustrativa criada pela Equipe C3
4. Em outras palavras, a esmagadora maioria do mercado ainda não chegou lá. Isso não significa que não perceberam a oportunidade, apenas ainda não conseguiram transformá-la em vantagem competitiva.
É de fato difícil saber por onde começar e como acelerar. São muitos modelos, muitas ferramentas, uma certa complexidade em construir os agentes e colocá-los em produção, enfim, toda uma nova atuação que requer conhecimento, coragem e disciplina.
5. Também conta negativamente o fato de que as ferramentas mais conhecidas não serem simples e amigáveis para a maioria dos profissionais. Afinal, são pouquíssimos os profissionais que têm condições de criar agentes e usar essas ferramentas em terminais, CLI, dentre outros aspectos.
6. Isso tem que mudar. Eu e meus sócios decidimos nos dedicar a viabilizar, no Brasil e no mundo, o conceito de Human-AI Workforce. Ou seja, equipes híbridas, com pessoas e agentes colaborando entre si. Como resultado, cada empresa terá a sua própria AI Org Chart, similarmente, cada colaborador poderá liderar pessoas e agentes.
Profissionais Conectados: Mobilidade e Informação em Tempo Real

Trabalhador utiliza smartphone para monitoramento e comunicação em canteiro de obras, evidenciando, assim, a digitalização do setor. Imagem Ilustrativa criada pela Equipe C3.
7. Se o gargalo é implementação, precisamos de meios para cobrir esse gap. Tanto com interfaces amigáveis, simplicidade na criação e no deployment de agentes (basicamente, o poder de destravar uma equipe inteira de agentes com um clique). Quanto uma maior proximidade entre a gestão de agentes e a gestão de pessoas. Tudo isso aproxima o gestor de uma realidade que ele já conhece.
Esse é o nosso objetivo com esta coluna, mostrar ao mercado que é possível criar uma empresa agêntica, ou seja, com sua própria Human-AI Workforce. Então, vamos cobrir o gap! Aguardam os próximos capítulos!
Por Renato Ferreira, COO da Tess.

Executivo contempla a cidade ao pôr do sol, com tablet em mãos, representando, dessa maneira, liderança, planejamento e transformação digital no setor. Imagem Ilustrativa criada pela Equipe C3.
Desafios e Oportunidades da Digitalização no Setor
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