Inteligência Artificial na Construção Civil: O Desafio da Adoção Corporativa

Por
Renato Ferreira
Inteligência Artificial
6 min de leitura
Profissionais de diferentes áreas da construção civil colaboram em uma reunião, utilizando dashboards digitais para planejar a adoção de inteligência artificial e otimizar processos no canteiro de obras.

Na engenharia, sabemos que estocar o melhor material no canteiro não garante a entrega da obra sem um método construtivo sólido. No cenário corporativo, vivemos uma ilusão parecida. Como a implementação à Inteligência Artificial na Construção Civil se tornou o verdadeiro diferencial competitivo no setor.

Na engenharia, sabemos que estocar o melhor material no canteiro não garante a entrega da obra sem um método construtivo sólido. No cenário corporativo, vivemos uma ilusão parecida.

Durante algum tempo, o mercado acreditou que bastava pagar por licenças de inteligência artificial para ver o ganho de produtividade acontecer. Mas o verdadeiro gargalo da IA hoje não é o acesso, é a implementação. O maior problema não resolvido no mercado é a adoção corporativa, isto é, o enterprise adoption.

Não por acaso, a OpenAI comprou recentemente uma consultoria, trouxe 150 FDEs (forward deployed engineers) de uma só vez e investiu quatro bilhões de dólares em uma nova unidade de negócios focada exclusivamente em implementar sua ferramenta nas operações.

Continue lendo a coluna de Renato Ferreira no C3 – O Clube da Construção Civil e aprofunde-se na Inteligência Artificial na Construção Civil e nas estratégias que estão revolucionando a produtividade e a gestão das empresas do segmento.

Engenheira e engenheiro civil analisam juntos uma planta de obra em uma sala com vista para o canteiro de construção, demonstrando colaboração e integração entre experiência e inovação na construção civil. Imagem Ilustrativa criada pela Equipe C3.
Engenheira e engenheiro civil discutem detalhes de uma planta em ambiente de obra, reforçando a importância do trabalho conjunto e da troca de conhecimento para a eficiência dos projetos. Imagem Ilustrativa criada pela Equipe C3.

Por que empresas – incluindo a construção civil – ainda sofrem para escalar essa inovação?

O primeiro obstáculo é estrutural, pois as principais ferramentas não são amigáveis. Afinal, elas não favorecem a criação de agentes de forma visual e intuitiva (o formato no-code), criando, assim, uma barreira técnica intransponível para o profissional médio.

Bem como, soma-se a isso o modelo comercial. A cobrança por usuário (ou per seat) faz o custo escalar rapidamente, corroendo o orçamento de inovação muito antes que o retorno financeiro apareça no balanço.

Além do custo elevado, as empresas caem frequentemente na armadilha do modelo único (single model trap). Ou seja, ficar refém de um só modelo (seja ele qual for) limita a implementação porque não existe modelo perfeito e porque diferentes times têm diferentes demandas (as quais precisam de diversos modelos para serem resolvidas).

Ainda na questão do impacto, o uso de ferramentas que não permitem a criação de agentes autônomos – por exemplo, executando processos do início ao fim, com autonomia, com despertar programado e outros aspectos – acaba reduzindo muito o potencial de impacto na empresa como um todo.

Para além da questão do desenho de produto, há outro erro letal na gestão da mudança. Como falta de treinamento, construção de cultura e uma metodologia clara. Aliás, foi por isso que criamos o Método Tess, uma metodologia de implementação em escala de IA para empresas.

Equipe multidisciplinar de profissionais da construção civil reunida em sala de reuniões, discutindo estratégias e processos de implementação de projetos, com laptops, plantas e fluxogramas em destaque. Imagem Ilustrativa criada pela Equipe C3.
Profissionais de diferentes áreas analisam fluxos de trabalho e dados em uma reunião estratégica, reforçando a importância do trabalho coletivo e da integração de conhecimento para o sucesso dos projetos na construção civil. Imagem Ilustrativa criada pela Equipe C3.

Execução Rigorosa: O Verdadeiro Diferencial na Adoção da Inteligência Artificial na Construção Civil 

Enfim, não basta entregar a ferramenta, pois dar um login para o diretor de suprimentos não gera eficiência automática. Para a adoção escalar, é preciso um método que mapeie os processos e integre a tecnologia no fluxo real de trabalho.

A construtora que vai liderar o mercado não é a que assina mais licenças, mas a que entende que a IA só traz margem e velocidade quando executada com rigor. O acesso já virou commodity. O diferencial, agora, é puramente a execução.

Por Renato Ferreira, COO da Tess.

Engenheira e engenheiro civil, ambos com coletes e capacetes, analisam juntos um projeto em tablet e caderno no canteiro de obras ao entardecer, demonstrando integração entre tecnologia e experiência na construção civil. Imagem Ilustrativa criada pela Equipe C3.
Engenheira e engenheiro civil revisam detalhes de um projeto. Utilizando tablet e anotações manuais, simbolizando, assim, a colaboração entre inovação digital e conhecimento prático no ambiente de obra. Imagem Ilustrativa criada pela Equipe C3.

Portanto, clique aqui, conheça o Método Tess e descubra como uma metodologia estruturada pode garantir a adoção eficiente da IA integrando tecnologia ao fluxo real de trabalho e gerando valor para toda a organização.

Por fim, fique por dentro das principais tendências, cases de inovação e debates sobre tecnologia na construção civil. Siga o C3 – O Clube da Construção Civil e acompanhe conteúdos exclusivos sobre transformação digital no setor!

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