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Construtoras propõem trocar seu terreno por área construída

Nos centros urbanos, com espaço escasso, cresce o assédio das construtoras e, junto, a dúvida.

No filme brasileiro Aquarius, a atriz Sônia Braga vive uma aposentada que defende seu apartamento, onde viveu a vida toda, do assédio de uma construtora. O plano é demolir o edifício Aquarius e dar lugar a um grande empreendimento.

Na vida real, histórias como a da personagem são cada vez mais comuns. Nos centros urbanos, com espaço escasso, cresce o assédio das construtoras e, junto, a dúvida: vale a pena aceitar a proposta da incorporadora de trocar um terreno ou imóvel por área construída?

A resposta não é simples e, como qualquer grande decisão financeira, exige uma avaliação criteriosa.

Antes de olhar para o valor da área construída proposto pela incorporadora, é preciso analisar se há interesse em ter esse novo imóvel como residência ou investimento no longo prazo, qual será o gasto para mobiliar o novo espaço e se é possível esperar o tempo para o projeto ficar pronto, que pode durar anos.

“Além disso, é preciso conhecer a região para avaliar se as unidades oferecidas vão se valorizar com o tempo”, diz Eliane Tanabe, planejadora financeira certificada pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar)(IBCPF).

É preciso considerar que, se todos os vizinhos venderem seus terrenos, mas só você não, sua casa antiga pode perder valor em meio a imóveis modernos.

“A construtora pode oferecer um valor menor pelo seu bem ou propor uma área construída que vale menos. É preciso ter uma boa ideia do valor de mercado dos imóveis e, embora seja difícil, é possível fazer isso gastando tempo”, diz Oliva. “Só assim você terá condições de fazer uma contraproposta igualmente agressiva como a da construtora.”

Se o valor do terreno for maior do que o valor da área construída, pode haver a chamada “torna”, que é um valor complementar pago em dinheiro pela construtora ao proprietário do terreno.

Cuidado com o contrato

construtoras
Antes de assinar o contrato veja se não há pendências financeiras, técnicas, jurídicas e ambientais. Foto: Acervo.

As negociações entre proprietários de terrenos e os incorporadores são formalizadas por diversos tipos de contrato. Os mais comuns são a compra e a venda ou a permuta do terreno pelas futuras unidades.

Essa segunda modalidade jurídica tem se tornado cada vez mais comum, segundo Fábio Baldissera, advogado especialista em mercado imobiliário e sócio do escritório Souto Correa Advogados.

“Para os donos dos terrenos, a permuta pode apresentar vantagens tributárias e, assim oferecer resultados financeiros maiores. Os proprietários podem pagar menos imposto de renda, dependendo da estruturação do contrato”, explica.

O assunto é complexo e, por isso, é preciso contar com o auxílio de um advogado para revisar o contrato. O documento inclui questões como as obrigações da construtora de construir e entregar as unidades, a escolha das unidades e um esboço das etapas do projeto, com prazos pré-estabelecidos. Além disso, o documento precisa estabelecer garantias caso a incorporadora não entregue o combinado.

Antes do contrato principal, é comum que se faça um contrato preliminar, antes da obra começar. Esse documento estabelece um prazo para a construtora checar a viabilidade de construir, de fato, o empreendimento. 

Fonte: Valor Invest 

2 Respostas

  1. […] Projetado por Voll Arkitekter, a torre conta com 18 pavimentos e mais de 11,3 mil metros quadrados, abrigando desde apartamentos, um hotel, um restaurante, escritórios e espaços de uso comum incluindo uma área de piscina de 4.700 metros quadrados. O Mjøstårnet possui uma base de 16 metros de largura, o que acredita ser o principal elemento relacionado com a altura possível de um edifício construído em madeira: “É principalmente a largura que determina a altura que podemos construir. Quanto mais larga for a base de um edifício de madeira, mais alto ele poderá ser construído. Um edifício mais largo em sua base permitiria facilmente atingirmos uma altura de 100 metros, ou até mais de 150 metros de altura“. […]

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