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Cobogós, o retorno de um clássico

cobogós

Muito comum nas casas da década de 40 a 60, os cobogós retornaram para os projetos de arquitetura contemporânea, mostrando a força de um clássico.

Esta criação tipicamente brasileira foi desenvolvida por dois engenheiros – o português Amadeu Oliveira Coimbra, o alemão Ernest August Boeckmann e o brasileiro Antônio de Góis – foram os criadores do “cobogó”, elemento que permite a entrada de luz solar e ventilação natural utilizado nas aberturas de construções.

O cobogó surgiu na década de 1920, em Recife, e teve seu nome oriundo da junção da primeira sílaba dos sobrenomes de seus criadores. São uma herança da cultura árabe, baseado nos muxarabis – construídos em madeira, eram utilizados para fechar parcialmente os ambientes internos. 

Apesar de ser criado em Recife, o cobogó foi difundido por Lúcio Costa em referências sutis à arquitetura colonial, tornando-se um elemento compositivo presente na estética da arquitetura moderna brasileira.

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Crédito: Divulgação

Sua utilização se destaca porque permite permeabilidade visual, ventilação e forte apelo identitário, os elementos vazados têm cada vez mais encontrado seu lugar seja em grandes edifícios ou em pequenas residências.

Aparecem de diversas formas, materiais e composições, ajudando a determinar o grau de interação entre o espaço interior e exterior. Esse artifício em uma construção residencial é uma ferramenta importante para garantir privacidade e intimidade, sem perder a possibilidade de conexões com o exterior e ventilação natural. 

Sua versatilidade tem levado a arquitetura a explorar as vantagens do elemento vazado também em usos pouco convencionais, como no projeto da Ampliação Ivanhoe de Modscape, em que as madeiras postas lado a lado na fachada servem mais para a permeabilidade visual do que para a ventilação, ou ainda na Casa Viewing Back de HYLA Architects que usa o padrão de elementos vazados na pérgola do teto, reproduzindo o jogo de luz e sombra dentro do ambiente.

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Crédito: Divulgação

A Portobello tem diversas linhas compostas com cobogós, que mostram sua versatilidade de uso para diversos projetos.

Studio Craft é uma destas linhas, onde o destaque fica para a argila, nossa principal matéria prima, que nos remete às origens do material. Plasticidade, tons naturais, mãos que moldam peças únicas e cobogós de cerâmica natural que ampliam as possibilidades para diversos ambientes.

Impossível não falar sobre o elemento construtivo vazado em formato orgânico do Cobogó Mundaú , que recebeu o Prêmio Design Vogue 2021, feito a partir da concha do sururu, molusco considerado patrimônio cultural imaterial de Alagoas. Desenhado pelos designers Marcelo Rosenbaum e Rodrigo Ambrosio por meio das técnicas do artesão Itamácio Santos.

Seja qual for o seu projeto, o cobogó traz uma assinatura especial ao ambiente!

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