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Vendas de Cimento crescem em 2021

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As vendas totais de cimento das fabricantes que operam no país cresceram 6,6%, em 2021, para 64,7 milhões de toneladas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Um ano atrás, a entidade esperava que a expansão seria de 1%. Em fevereiro de 2021, traçou a projeção de 3%.

Com o incremento registrado, a comercialização do insumo retornou ao patamar de 2015. Por um lado, houve recuperação de 58% das perdas do período entre 2015 e 2018, mas ainda levará tempo para que o recorde do setor, de 72 milhões de toneladas, obtido em 2014, seja alcançado novamente, de acordo com o presidente do SNIC, Paulo Camillo Penna.

Em 2021, o desempenho das vendas foi puxado por autoconstrução, obras imobiliárias e pelo início da recuperação de obras na área de infraestrutura. No mês de dezembro, o volume comercializado do insumo aumentou 1,6%, para 4,8 milhões de toneladas.

Para este ano, o SNIC espera crescimento de até 0,5% das vendas.

“Manter 65 milhões de toneladas não será tarefa fácil”, disse Penna ao Valor, citando o cenário de inflação e juros em alta, de perda de renda da população e de endividamento das famílias, além de uma expectativa de PIB negativo.

A autoconstrução continua a responder pela maior demanda por cimento, mas “começou a perder fôlego a partir do segundo semestre”, de acordo com o executivo. Entre os canais de comercialização de cimento, a parcela das revendas — atacado, varejo e distribuidoras — foi reduzida de 61%, em 2020, para 58,8% no ano passado.

Nas classes média e alta, o bolso do consumidor voltou a ser mais dividido com outras demandas, como lazer e viagens, enquanto na baixa renda, gastos com alimentação e vestuário ganharam espaço no total dos desembolsos.

A participação das concreteiras aumentou de 18,2% para 18,9% das vendas de cimento. Já a fatia da indústria — pré-moldados, artefatos e construtoras — passou de 20,6% para 22,3%.

O setor, que tem um parque instalado de 91 fábricas, fechou o ano com capacidade ociosa de 31% — no fim de 2020 esse percentual era de 35%.

A capacidade total da indústria é de 94 milhões de toneladas. Onze unidades de produção ainda continuam hibernadas, à espera de um salto maior do consumo no país.

Fonte: Valor.

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