Mercado

Pesquisa aponta os impactos do coronavírus sobre o mercado de imóveis

Difícil encontrar um setor que não esteja sendo impactado pela pandemia da Covid-19, e no mercado imobiliário não é diferente.

Uma pesquisa inédita divulgada nesta quinta-feira (2) aponta que 45% das pessoas que tinham intenção de comprar uma casa ou apartamento no período que antecedeu a chegada do coronavírus ao Brasil desistiram momentaneamente da compra, diante das incertezas do período.

A maioria delas, 55%, no entanto, mantém o desejo de adquirir o imóvel próprio, o que traz um cenário de otimismo (guardado as características do momento), e de oportunidade para as empresas da construção civil.

“Na nossa leitura de analistas, é uma queda boa, por assim dizer, porque ela não é trágica. Seria estranho se 20% das pessoas falassem que desistiram da compra em um momento em que já se vivia o isolamento social em várias cidades do Brasil e em que elas já estavam totalmente conscientes sobre o problema, e trágico se tivesse caído para 80%”, avalia Fábio Tadeu Araújo.

 

Quando comprar? 

 

Imobiliárias aproveitam o momento e  trabalham online. Créditos: Fábio Matavelli

 

O planejamento para a compra é outro dado encarado como positivo pelos analistas, uma vez que metade dos entrevistados disseram manter o prazo no qual previam efetuar a aquisição do imóvel. Entre eles 33% preveem fazer isso nos próximos 12 meses, enquanto 17% planejam ter a casa própria em 24 meses.

A outra metade, por sua vez, planeja postergar o fechamento do negócio, mas boa parte dela ainda pretende fazer isso em um prazo de até 24 meses.

“Hoje, no mínimo 22% dos brasileiros ainda pensa em comprar imóvel, e essas pessoas estão esperando ser contatadas. É preciso que as empresas façam uma excepcional gestão do online, dentro do que o contexto permite”, sugere Araújo.

 

O que comprar? 

 

A disponibilidade de oferta segue o movimento de quem planeja comprar um imóvel. Créditos: Divulgação.

 

Outro fato importante é que a maior parte dos incorporadores pretende manter o ritmo de lançamentos (13%) ou postergá-lo dentro de um período de 60 (25%) ou 120 dias (18%). Outros 35%, por sua vez, pretendem adiá-los sem sinalizar datas para retomá-los.

“A despeito do aparente pânico que o empresariado viveu nos últimos 15 dias, que, acredito, vai começar a diminuir com as medidas econômicas chegando efetivamente a serem concretizadas, somente 2% dos incorporadores já decidiram cancelar os lançamentos. Sendo assim, nós ainda acreditamos que neste ano teremos certa volta à normalidade, mesmo que não como a imaginada no início de 2020”, defende Araújo. Antes da pandemia de Covid-19, cerca de 600 lançamentos eram previstos para este ano no país.

Outro fato que justifica este cenário, na opinião do analista, é o de que a fase mais aguda da pandemia no Brasil, em se conseguindo conter o avanço do contágio, deve durar cerca de 45 dias, o que permitiria ao setor de incorporação retornar à normalidade em cerca de dois ou três meses. A tarefa que fica para as empresas neste momento, ainda segundo Araújo, é a de fazer a lição de casa, ou seja, aproveitar a oportunidade para se aprofundar, estudar projetos, entender o que o consumidor realmente quer ou precisa. “A maneira como vamos viver, e morar, vai mudar. Só ainda não sabemos para aonde”, completou.

 

 

 

Fonte: Gazeta do Povo

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