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Mercado inova para aumentar vendas

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O mercado imobiliário está sempre em busca de novas soluções e inova para aumentar as vendas. Atualmente, para fechar vendas, construtoras e incorporadoras oferecem, em parcerias com fintechs, de cashback a pagamento com criptomoedas e aluguel antes da compra.

A Even tem parceria com a startup aMora para oferecer um novo jeito de comprar a casa própria. O cliente escolhe o imóvel que deseja, a startup faz a aquisição e o aluga por 36 meses. Parte do valor pago mensalmente à Mora servirá como uma poupança para o consumidor na futura compra do imóvel.

“É mais uma forma de facilitar o pagamento e pode ser uma opção para profissionais liberais e autônomos, que precisam de mais tempo para formar caixa antes de entrar em um financiamento”, afirma Marcelo Dzik, diretor de incorporação da Even.

Rafael Tellechea Cerqueira, um dos fundadores da aMora, conta que a ideia veio de uma experiência pessoal ruim durante a compra de uma casa.

“Pensei em um novo jeito de comprar, uma forma intermediária. Enquanto aluga o imóvel, o cliente pode fazer melhorias que vão ficar para ele ou serão recuperadas na hora de vender”, afirma.

Outro atrativo da Even é o pagamento por criptomoedas. Em parceria com a Mercado Bitcoin, a empresa aceita dois tipos de criptoativo: a Bitcoin, uma das criptomoedas mais conhecidas e que movimentou R$ 103,5 bilhões em 2021, e a Ethereum, segunda mais popular do mercado.

“As criptomoedas no mercado imobiliário já são uma realidade e atraem um novo público”, afirma o fundador e CEO do Apto, Alex Frachetta.

A plataforma para venda de imóveis na planta implementou um espaço exclusivo de anúncios para pagamentos com Bitcoin. No momento, são 60 imóveis à venda com pagamento pela criptomoeda das empresas Gafisa, Melnick, Tecnisa, Vitacon, Mac Lucer e Even.

A Vitacon também entrou na tokenização e segue outro conceito cada vez mais popular, o cashback.

Proprietários de alguns dos imóveis da construtora recebem uma carteira digital na Exchange, da Insignia, onde mensalmente é depositado um valor referente à parte das vendas do minimercado que fica no empreendimento. Esse cashback servirá para o abatimento parcial ou integral da taxa de condomínio.

A plataforma digital Apê11, adquirida pelo Santander em 2021, aceita o imóvel usado como parte do pagamento de um novo e idealiza um sistema digital para compradores e vendedores se encontrem, como em aplicativos de relacionamentos.

“Há segurança jurídica para esse tipo de negócio. É uma alternativa para quem tem pressa”, diz Leonardo Azevedo, CEO da Apê11.

Fazemos um laudo com auditoria independente e o comprador escolhe se quer dar como crédito para a entrada no financiamento. Se comprar outro imóvel dentro de seis meses, ele tem ainda o benefício tributário, afirma.

O executivo se refere à ampliação de isenção no Imposto de Renda autorizada recentemente pela Receita Federal. Pela nova regra, quem quita um financiamento em até seis meses da venda do primeiro imóvel fica isento do tributo cobrado pelo lucro.

Segundo Azevedo, dar a casa como parte do pagamento na compra de uma nova pode se tornar tão comum quanto dar o carro na entrada do financiamento de outro.

Há muito espaço aberto no mercado para alternativas que facilitem a aquisição de imóveis e novas ideias são sempre bem-vindas. 

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