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Fintechs apostam na Construção Civil

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Podemos dizer que o mundo realmente mudou. Com a Pandemia o crescimento dos negócios digitais se tornou uma realidade. Prova disso é o crescimento das fintechs Fintech é um termo que surgiu da união das palavras financial e technology.

 Buscando inovar e otimizar serviços do sistema financeiro, possuem custos operacionais muito menores comparadas às instituições tradicionais do setor.

Uma destas empresas, a fintech Credihome, fundada em 2018, está ampliando sua atuação no mercado imobiliário. Além de emprestar dinheiro para pessoas físicas adquirirem suas moradias, vai oferecer financiamentos para as empresas construírem os empreendimentos.

A nova área de operações estruturadas visa ocupar um espaço que não é totalmente preenchido pelos bancos, o da oferta de crédito para incorporadoras e loteadoras de médio e pequeno porte no interior do País.

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Crédito: Divulgação

O novo segmento parece promissor: desde o fim do ano passado, quando começou a funcionar em fase piloto, a Credihome diz já ter recebido cerca de 300 consultas e acaba de concluir o financiamento do primeiro empreendimento, de R$ 62 milhões.

A previsão é de emprestar mais R$ 426 milhões, em 50 operações. O novo negócio vai engrossar a carteira da companhia, que, entre janeiro e maio, originou R$ 859,5 milhões em crédito imobiliário. O valor equivale a 72% do volume apurado no ano passado inteiro, de R$ 1,2 bilhão.

À frente da área de operações estruturadas está o executivo Luiz Adolpho (ex-Itaú, Rodobens e Creditas). Por sua vez, a fintech é uma investida da Finvest, holding especializada em investimentos alternativos de crédito e imobiliário, de Luis Claudio Garcia (ex-Rio Bravo, RB Capital e Captalys).

O crescimento do mercado imobiliário – um dos poucos que está saindo da crise maior do que entrou – tem estimulado a competição entre os bancos tradicionais e as fintechs. Em 2020, o crédito imobiliário para empresas no País cresceu 50%, e chegou a R$ 30,1 bilhões. O bolo tende a crescer à medida em que os estandes de lançamentos abertos nos últimos trimestres se transformem em canteiros de obras.

Texto: Estadão

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