Mercado

Estudo revela aumento na busca por flexibilidade e valorização do espaço urbano na hora da compra de imóveis

Mercado imobiliário terá de se adaptar para atender famílias com configurações dinâmicas e plurais

 

Os hábitos de consumo vêm se transformando, em adaptação aos novos rumos da tecnologia, da economia e das mudanças de gerações. Nesse contexto, o setor imobiliário brasileiro foi um dos que mais sentiu essa mudança, e já começa a enxergar a necessidade de oferecer soluções adaptáveis para as necessidades de uma sociedade mais plural e dinâmica.

Realizado pela Deloitte em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o levantamento inédito “Comportamento do Consumidor Imobiliário para 2040” busca entender e retratar esse cenário a fim de desenhar estratégias para que as empresas do setor naveguem rumo a esse futuro.

Segundo a pesquisa realizada com 1.313 consumidores de imóveis, mais de 50% dos entrevistados poderão, em 2040, abrir mão do corretor e do consultor no processo de compra dos imóveis. Os sites e plataformas digitais deverão oferecer ao consumidor possibilidade maior de informações, além de facilitar comparações entre as escolhas, como vídeos do imóvel, do condomínio e da região, bem como indicadores sociais, como o de violência, e oferta de serviços, como hospitais e escolas próximos ao imóvel. Caso tivessem acesso a uma plataforma online que disponibilizasse, de forma abrangente, todos esses indicadores sobre o imóvel, 44% dos entrevistados comprariam um imóvel por meio de um processo 100% online.

O estudo foi dividido em duas partes. A primeira compreende a análise de dados e criação do cenário 2040, na qual foram traçados cenários a partir da análise de fatores econômicos, comportamentais e sociodemográficos obtidos em fontes de informações acadêmicas, públicas e oficiais.

Os fatores de análise utilizados para a criação de cenários foram: envelhecimento da população, características das famílias, diferenças entre as gerações, preferência e comportamento do consumidor, condições econômicas e de mercado, crescimento dos centros urbanos, amadurecimento da tecnologia digital e características da construção civil brasileira.

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