Em vídeo de cobertura institucional, o C3 – O Clube da Construção Civil compilou os os melhores momentos do evento que reuniu líderes do setor e marcou a história promovendo debates e conhecimento sobre a Alvenaria Estrutural.
Mais do que um dia de palestras, o Seminário de Alvenaria Estrutural do C3, realizado em 10 de junho de 2026, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, deixou um conjunto de reflexões que apontam caminhos concretos para o setor.
Passada a agenda do evento, o que permanece são as conclusões: a alvenaria estrutural amadureceu. Tanto como solução para edifícios altos, qunato na industrialização, na integração da cadeia e no controle tecnológico, ou seja, seus principais vetores de evolução.
Para registrar esses aprendizados, o C3 produziu um vídeo de cobertura institucional, que sintetiza os melhores momentos, depoimentos e debates do encontro.
O material é o convite ideal para quem participou rever os destaques e, além disso, para quem não esteve presente, entender por que o seminário se tornou referência no calendário do setor.
Em breve, o E-Book oficial do Seminário de Alvenaria Estrutural estará disponível para dowload.

A Jornada Completa do Seminário: Do Conceito à Industrialização
O Seminário de Alvenaria Estrutural, realizado em junho de 2026 pelo C3 – O Clube da Construção Civil, consolidou-se como um dos principais fóruns de debate técnico e networking do setor.
O evento reuniu presidentes, diretores, especialistas e fornecedores para discutir os desafios e as inovações que estão redefinindo a alvenaria estrutural no Brasil, com foco em edifícios altos, industrialização, produtividade e o futuro da construção.

Bloco 1: Palestrante
O Bloco 1 do seminário percorreu um arco técnico que vai da concepção arquitetônica ao desempenho dos materiais. Desse modo, respondeu à pergunta central: até onde a alvenaria estrutural pode subir com segurança, eficiência e previsibilidade?
Julia Manoel (Grupo Kazzas) abriu o evento trazendo a visão da construtora e incorporadora. Destacou que superou o antigo teto de 16 pavimentos, apresentando, assim, o case do Quaddra Butantã e o inédito ensaio de um edifício de 32 pavimentos, desenvolvido em parceria com o Prof. Paulo Helene e Cláudio Oliveira (ABCP).
Julia enfatizou que as decisões críticas acontecem ainda na pré-obra, desde a aquisição do terreno, e que a integração entre todos os agentes é fundamental para viabilizar empreendimentos mais altos.
Bloco 1: Um Arco Técnico Integrado
Márcio Luongo (RubioLuongo Arquitetos) defendeu a alvenaria como um sistema que precisa ser pensado desde a prancheta, com modulação, forma laminar e pavimentos de transição criteriosamente desenhados.
Por isso, compartilhou cases de terrenos complexos e soluções inovadoras, como a combinação de alvenaria estrutural com laje pré-moldada no projeto Arena 3. Dessa maneira, ressaltou que o sucesso do sistema nasce na concepção arquitetônica e na continuidade das paredes estruturais.
Claudio Puga (Claudio Puga & Engenheiros Associados) trouxe a perspectiva do cálculo estrutural, mapeando a evolução histórica do sistema, ou seja, de edifícios de quatro andares a projetos que hoje superam 26 pavimentos.
Puga detalhou o repertório técnico para vencer a altura, como o uso de paredes transversais colaborantes, pórticos, pavimentos de transição em concreto armado e a importância da geometria inteligente da planta. Além disso, destacou as vigas de transição como o “pênalti” do sistema e a necessidade de ferramentas de cálculo mais sofisticadas para novas soluções.
Bloco 1: Controle Tecnológico e Visão do Fornecedor
Cláudio Oliveira (ABCP) deslocou o debate para o controle tecnológico e a confiabilidade dos materiais. Apontou o prisma como gargalo do sistema, defendendo a necessidade de padronização dos ensaios e qualificação dos laboratórios.
Além do mais, fez um alerta para a importância da aderência entre blocos de alta resistência e argamassas específicas. Anunciou a criação da Comunidade da Alvenaria, iniciativa para elevar o controle do prisma ao mesmo patamar do bloco de concreto.
Guilherme Chaves (Concreserv) encerrou o bloco com a visão do fornecedor de concreto, defendendo o graute de alto desempenho e a repetibilidade como sinônimo de previsibilidade.
Ressaltou que cada célula grauteada é um elemento estrutural e que a certificação do graute é fundamental para garantir a confiabilidade do sistema. Desse modo, transfere-se a responsabilidade do controle para a origem e não apenas para o canteiro.

Debate Integrado: Superando Preconceitos e Avançando em Qualidade
O painel de debates, mediado por Alexandre Britez (GP&D), reuniu todos os painelistas para aprofundar temas como o preconceito em relação à alvenaria estrutural em empreendimentos de alto padrão, a importância do poder de compra das grandes incorporadoras para elevar o padrão de qualidade, e a necessidade de certificação e controle tecnológico como vetores de produtividade e redução de custos.
A plateia, composta por cerca de 200 profissionais, contribuiu com cases e provocações, como a integração de laje pré-moldada e alvenaria estrutural, e a experiência internacional de controle tecnológico transferido ao fabricante.
Similarmente, o debate consolidou a agenda comum do setor: superar o preconceito pela demonstração técnica, estruturar o interlaboratorial do prisma, qualificar laboratórios e fornecedores, e usar o poder de compra como alavanca de qualidade.

Bloco 2: Palestrante
O segundo bloco ampliou a lente: se é possível subir mais alto, como produzir melhor, com previsibilidade e escala? Sob a mediação de Alexandre Britez, o painel trouxe empresas que operam em alta escala e buscam consistência operacional.
Cristiano Moraes (Cury Construtora) detalhou os desafios da produção em edifícios altos, como logística vertical, ciclo de pavimento, qualificação da mão de obra e controle tecnológico em obra.
Além disso, defendeu a disciplina de produção e a padronização como pilares da industrialização. Com isso, mostrou que a alvenaria estrutural, quando bem gerida, já carrega o DNA da produção industrializada.
Bloco 2: Da Verticalização à Industrialização
Luiz Sérgio Franco (ARCO) abordou a racionalização como base da integração entre sistemas construtivos, destacando que a produtividade nasce antes do canteiro. Isto é, nasce na coordenação entre arquitetura, estrutura, instalações e logística.
Consequentemente, defendeu ações organizacionais, planejamento executivo e cultura de processo como caminhos para elevar o grau de industrialização.
Fabiana Mamede (Cubo Engenharia) mapeou as tendências setoriais, posicionando o Brasil como referência global em alvenaria estrutural e destacando a atualização das normas técnicas, a agenda de baixo carbono e a necessidade de uma entidade representativa para o segmento.
Bianca Ramos de Abreu (Cyrela) apresentou a experiência da Cyrela na padronização, treinamento e controle da execução em 48 obras de alvenaria estrutural.
Assim, mostrou que a integralidade do sistema depende da disciplina de execução, FVS bem estruturadas e melhoria contínua baseada em dados de campo.
Renato Vitti (Votorantim Cimentos) encerrou o bloco com a visão dos materiais, destacando a evolução da argamassa como elemento crítico para a industrialização do sistema.
Defendeu a adoção de argamassas industrializadas para garantir previsibilidade, controle e escala operacional.
Em breve, o E-Book oficial do Seminário de Alvenaria Estrutural estará disponível para dowload.
Encerramento: O Futuro da Alvenaria Estrutural
O painel de debates final reuniu todos os painelistas do segundo bloco para discutir o futuro do sistema, a necessidade de uma entidade representativa e a certificação como responsabilidade de toda a cadeia.
No encerramento, Rodolfo Zagallo (CEO do C3) coroou o evento com o auditório lotado como prova viva de que a alvenaria estrutural não é tema do passado, mas um sistema tecnológico em plena expansão.

Desse modo, reforçou o valor das conexões reais e dos 16 anos de história do C3. Do conjunto das palestras emergem, cinco grandes aprendizados:
– A obra começa antes do terreno, com as decisões críticas concentradas na pré-obra;
– A alvenaria é um sistema que exige a integração de toda a cadeia;
– A confiabilidade depende do controle, do prisma ao graute certificado;
– Industrializar é uma questão de disciplina, não apenas de pré-fabricação;
– E o Brasil é referência mundial, com uma agenda normativa e de baixo carbono ativa.
Da concepção (Bloco 1) à escala produtiva (Bloco 2), o seminário comprovou que a verticalização em alvenaria estrutural é fruto da integração de toda a cadeia, e não de uma solução isolada.
Edifícios altos: a alvenaria estrutural pronta para subir mais
Um dos consensos que ficaram do evento é que a alvenaria estrutural já não é vista como sistema limitado a edificações de baixa ou média altura.
Ao longo do Bloco 1, dedicado aos edifícios altos, ficou claro que a verticalização em alvenaria é viável. Entretanto, desde que sustentada por projeto integrado, rigor técnico e materiais de alto desempenho.

A discussão evidenciou que o sucesso de prédios altos depende menos de um único elemento e mais da integração entre arquitetura, estrutura e execução das obras.
De fato, a compatibilização desde as fases iniciais de projeto, a escolha criteriosa de soluções estruturais de alta performance e o uso de grautes adequados foram apontados como condições para empurrar os limites de altura sem comprometer segurança, durabilidade ou viabilidade econômica.

Controle tecnológico: a qualidade que sustenta a estrutura
Se há um tema que atravessou todos os painéis, foi o do controle tecnológico. Os debates reforçaram que a confiabilidade da alvenaria estrutural, especialmente em edifícios altos, está diretamente ligada à conformidade com normas, à realização de ensaios e ao acompanhamento rigoroso da execução em obra.
Um dos pontos mais ricos das discussões técnicas girou em torno dos grautes. Ficou evidente, no debate, que o controle da execução é um desafio real: variações de resistência entre dias de aplicação, sensibilidade dos aditivos à temperatura, a dificuldade de bombeamento e os volumes mínimos de fornecimento foram relatados como gargalos cotidianos do canteiro.
Portanto, a conclusão prática é direta: tecnologia de material e disciplina de execução precisam caminhar juntas. Não basta especificar um produto de alto desempenho se a logística, a mão de obra e o controle em obra não acompanharem o mesmo padrão
Industrialização e racionalização: o futuro já começou
O Bloco 2 deslocou o olhar para o potencial de industrialização da alvenaria estrutural. Foi ali que o evento desenhou com mais nitidez o futuro do setor. A mensagem que ficou é que ganhos consistentes de produtividade não virão de esforços isolados, mas da racionalização e da integração dos sistemas construtivos.
Os debates apontaram que industrializar é, antes de tudo, planejar: padronizar processos, integrar etapas que historicamente funcionam de forma fragmentada e incorporar tecnologia para reduzir desperdícios e aumentar a previsibilidade.
As tendências setoriais discutidas reforçaram que produtividade, escala e sustentabilidade são objetivos complementares, visto que o setor que dominar essa integração sairá na frente.

A cadeia produtiva como protagonista
Outro aprendizado que permaneceu é o de que a alvenaria estrutural não evolui sozinha. Do fornecimento de cimento, argamassas e grautes à logística de insumos, passando por normas e programas de qualidade, toda a cadeia produtiva precisa estar alinhada.
O evento deixou claro que a integração entre construtoras, incorporadoras, fornecedores, fundos de investimentos e escritórios de arquiteturas é o que transforma boas práticas pontuais em padrão de mercado.
Esse foi, aliás, um dos papéis centrais assumidos pelo C3 ao longo do seminário: atuar como plataforma de conexão entre os diferentes elos do setor, aproximando quem projeta, quem executa e quem fornece, em torno de uma agenda comum de inovação.
O que o C3 leva adiante
Encerrado o seminário, o saldo é de um setor mais maduro e mais conectado. A alvenaria estrutural se reafirmou como solução técnica robusta e economicamente competitiva para edifícios altos, desde que apoiada em projeto integrado, controle tecnológico e industrialização.
Assim, o C3 conecta líderes, especialistas e empresas para impulsionar a evolução da construção civil brasileira, com foco em inovação, industrialização e sustentabilidade. Por fim, reveja tudo no vídeo de cobertura institucional do Seminário de Alvenaria Estrutural do C3 acima!
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Portanto, o C3 – O Clube da Construção Civil reforça, com o vídeo de cobertura institucional, seu compromisso de registrar, disseminar e dar continuidade a esses debates.
Matéria produzida por C3 – O Clube da Construção Civil. Para mais informações, entre em contato: 11 98780-0892 | atendimento@c3clube.com.br
