Equilibrar o registro e o compartilhamento de conhecimento é fundamental para fortalecer a inovação e a competitividade no setor da construção civil.
Sendo a construção civil um dos setores mais dinâmicos e desafiadores da economia brasileira, os profissionais que atuam no setor precisam ter não apenas domínio técnico dos processos construtivos e de gestão, mas também capacidade de adaptação e aprendizado contínuo.
No canteiro de obras, engenheiros veteranos trocam experiências com novos talentos, enquanto cada solução encontrada é registrada para servir de referência em projetos futuros.
O conhecimento circula entre equipes, impulsionando melhorias, prevenindo erros e criando um ambiente onde aprender e ensinar faz parte da rotina. Dessa forma, a construção civil evolui, conectando gerações e fortalecendo a base para inovações que transformam o setor e deixam um legado de excelência.
Quer saber como aplicar esse equilíbrio no seu dia a dia e impulsionar resultados na construção civil? Continue a leitura e descubra dicas práticas e exemplos inspiradores na coluna completa.
Captura e difusão do conhecimento
Daí, talvez, muitos se perguntem: devo investir meu tempo na captura ou na difusão do conhecimento? Inicialmente, é importante relembrar o que cada um significa: captura do conhecimento refere-se à coleta, organização e sistematização de informações, experiências e boas práticas dentro de uma organização ou projeto.
Já a difusão do conhecimento é o processo de compartilhar esse saber com outros profissionais, equipes ou instituições, promovendo aprendizado coletivo e inovação. Ambas são essenciais, mas o foco pode variar conforme o momento e os objetivos da empresa ou do profissional.
A captura é fundamental para evitar a perda de conhecimento tácito — aquele que está na cabeça dos colaboradores experientes e que não está documentado. Esse conhecimento, após registrado por meio de lições aprendidas, pode evitar erros recorrentes. Além disso, essa captura permite uma melhor padronização de processos, redução de retrabalho e promoção da melhoria contínua.
Já a difusão é o motor da inovação colaborativa. Compartilhar conhecimento acelera a adoção de boas práticas, promove a capacitação da mão de obra e fortalece o ecossistema da construção civil. Em um setor historicamente fragmentado, iniciativas de difusão são essenciais para superar gargalos como baixa produtividade e resistência à tecnologia.
Hubs de inovação
Um exemplo relevante é o Catálogo de Hubs de Inovação da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), lançado em parceria com o SENAI. Ele mapeia programas como Construhub, Cubo, Construliving e INOVACON, que promovem inovação aberta e colaborativa entre empresas, startups e instituições de ensino.
Esses hubs são espaços onde o conhecimento é constantemente compartilhado, gerando soluções práticas para o setor. E qual seria a melhor resposta para a pergunta feita no título deste artigo?
Quando e como investir em captura ou difusão
Provavelmente, para a maioria dos leitores, a resposta ideal não seja apenas uma das opções e sim ambas. Entretanto, resta sempre a dúvida de “quando e como” investir em cada uma.
Porém, em algumas situações específicas, talvez essa escolha possa ser mais evidente. Por exemplo, em equipes com alta rotatividade, recomenda-se investir na captura para evitar perda de conhecimento. Em caso de expansão de negócios ou entrada em novos mercados, seria mais interessante a difusão, para permitir capacitar equipes e parceiros.
Em desenvolvimento de novos produtos ou métodos, também se indica a difusão para estimular colaboração externa. Já em projetos complexos e inovadores, faz-se igualmente importante a captura e a difusão para documentar e compartilhar o conhecimento.
Resumidamente, investir tempo na captura do conhecimento é essencial para consolidar aprendizados e garantir a continuidade dos processos. Em contrapartida, a difusão do conhecimento é estratégica para promover inovação, engajamento e crescimento coletivo.
Na construção civil, onde os desafios são multidisciplinares e os impactos são duradouros, equilibrar essas duas práticas é o caminho mais inteligente. O profissional que buscar esse equilíbrio e continuamente registrar e promover a divulgação do conhecimento auxiliará sua organização a estar mais preparada para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que o setor oferece.
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Por Thomas Diepenbruck, Superintendente Técnico da HTB.
