Na coluna do mês de março, por sugestão do meu editor, eu “rasguei o sutiã” e falei dos desafios de ser mulher no mercado corporativo. Em junho, escolhi falar sobre a infância, afinal, proteger as crianças é zelar pelas futuras mulheres e homens que construirão este país.
Continue lendo a coluna de Roberta Bigucci e entenda por que proteger a infância é construir um futuro melhor para todos.
Por Roberta Bigucci, Diretora da MBigucci.
Proteção da infância na construção civil: ESG além da sigla
Muitas vezes, quando falamos em ESG (Environmental, Social, and Governance), o mercado da construção civil tende a focar excessivamente no “E” do ambiental ou no “G” da governança corporativa.
No entanto, no “S” — do social — reside a conexão com as comunidades e, citando como exemplo, a MBigucci, essa conexão está presente na cultura, missão e valores. Não só no mural dos corredores das obras e do escritório, mas no DNA, passando de geração em geração.
Pensando como mudar o mundo, defendo que o impacto de uma empresa não termina nos limites do seu terreno ou na entrega das chaves do imóvel. De fato, ele se estende à responsabilidade sobre o planeta que vivemos.
No final de 2025, a MBigucci deu um passo concreto nessa jornada, ao lançar o Big Escudo, com inspiração e parceria do Instituto Liberta, e o apoio do Sinduscon, para as palestras in loco.
A ação foca em um dos temas mais sensíveis e urgentes do nosso planeta: o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Como a construção civil pode combater a exploração infantil?
Pode parecer, para alguns, que este é um tema distante dos canteiros de obras. Ledo engano, a construção civil é um setor de imensa diversidade e força de trabalho. Os canteiros mudam a dinâmica dos bairros, atraem novas pessoas e, por isso mesmo, devem servir como pontos de vigilância e proteção.
O nome “Big Escudo” foi uma sugestão da IA quando coloquei o objetivo do programa: transformar cada colaborador, do escritório à obra, em um agente ativo. Isto é, ser um “escudo” significa quebrar o ciclo do silêncio.
Além disso, significa entender que a exploração não é um problema da “família do outro”, mas uma violação de direitos humanos que compromete o futuro do planeta. Nesta primeira fase, o Big Escudo focou na educação interna, derrubando mitos culturais perigosíssimos, como a ideia de que a omissão é uma forma de respeito à privacidade alheia.
Pelo contrário, omitir-se diante da exploração é ser conivente. É difícil “se intrometer”, mas, quando ouvimos os relatos dos palestrantes, passamos a enxergar que poderia ter sido com nossos filhos. A partir daí, a preocupação de não se intrometer cai por terra. Pois é preciso falar, gritar, denunciar.
Além das palestras, a campanha tem o reforço da comunicação com os colaboradores por meio de cartazes, notas de boletim interno e diálogos diários. Portanto, estamos municiando nossa equipe com a única ferramenta capaz de destruir o crime: a informação.

ESG na prática: a empresa como agente de mudança
Mais uma vez, mesmo sem planejar (como foi com cada “Big” da MBigucci – programas sociais e ambientais), essa pauta foi integrada ao DNA da empresa. Certamente, isso é ESG na veia, é governança social que gera valor humano.
Quando um assistente, um diretor, um gerente, um auxiliar ou um pedreiro é treinado e conscientizado para identificar sinais de abuso e para saber utilizar o Disque 100, não estamos apenas cumprindo uma agenda, decerto, estamos salvando vidas e fortalecendo o caráter da empresa.
O setor da construção tem a força necessária para levantar prédios imensos. Agora, convido todos a usarem essa mesma força para erguer uma barreira intransponível contra a exploração infantil.
Por fim, que cada canteiro de obra no Brasil possa ter o conhecimento e possa multiplicar a informação e a conscientização para que cada ambiente seja, verdadeiramente, um território seguro.
Quem está comigo?

Portanto, quer saber mais sobre o programa Big Escudo e as iniciativas da MBigucci? Clique aqui, acesse o site da empresa e descubra como sua atuação pode inspirar outras organizações a proteger a infância.
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