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Programas sociais apostam na construção modular

Inspirado no conceito Housing First, desenvolvido pelo psicólogo norte-americano Sam Tsemberis, que prioriza a moradia como ponto de partida para outros direitos sociais para a população de rua, a prefeitura de São Paulo inaugurou 40 unidades modulares de habitação de interesse social transitória para atender 160 pessoas em situação de rua na capital, à um custo de R$2,796 milhões.

Implantadas no terreno com mais de 30 mil m² do antigo clube da Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC), as moradias inauguradas compõem a primeira fase do Projeto Vila Reencontro que prevê a entrega de 2,5 mil unidades modulares autônomas de 18m² cada.

Tendo como alvo famílias de até quatro pessoas, as casas modulares são produzidas em estrutura metálica com fechamentos em material termoacústico, equipadas com banheiros individuais e mobiliadas com camas, geladeira, fogão de duas bocas, guarda-roupas e Wi-Fi.

Responsável pela gestão do espaço, a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI) possui experiência de administradora em espaços humanitários estando a frente da organização dos acampamentos de refugiados venezuelanos em Roraima.

Nas áreas compartilhadas, a Vila Reencontro dispõe de espaços de cozinha e refeitório – onde são servidas quatro refeições diárias para os moradores – lavanderia, playground, banheiros, salas administrativas e de atendimentos sociais, bicicletário, estacionamento para carroças e uma horta para cultivo e extração pelos próprios usuários.

O presidente do Movimento das Pessoas em Situação de Rua, Robson Mendonça, afirma que, apesar de terem caráter provisório, as casas modulares “garantem individualidade e oferecem melhores condições que os albergues”.

Pelo fato de serem autônomas, as unidades têm números de correspondência individuais, dando aos moradores um endereço próprio para informar em currículos e processos seletivos de trabalhos que venham a participar, facilitando assim o processo de contratação destas pessoas.

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