Negócios

Pontos chaves e dicas sobre projetos e Execução de Subsolos Estanques

Cláudio Neves Ourives, CEO Penetron Brasil, e Renato Salles Cortopassi, sócio diretor da Kali Engenharia, debateram em Webinar, as vantagens desse sistema.

Um dos pontos positivos dessa quarentena, é a oportunidade de se informar sobre assuntos importantes no setor da construção civil, e que dificilmente, em outros casos, seria tão acessível.

Na última terça-feira (05/05), os Engenheiros, Claudio Ourives e Renato Cortopassi, abordaram detalhes importantes sobre projetos e Execução de Subsolos Estanques, numa Webinar promovida pela Penetron do Brasil, IBRACON e Kali Engenharia, destinado a construtoras, projetistas, engenheiros e arquitetos.

A concepção e o detalhamento adequado do projeto executivo são fundamentais para obtenção de um subsolo estanque. Essa opção traz como benefícios menor impacto ao meio-ambiente, redução de consumo de energia, maior proteção ao usuário e maior durabilidade da edificação.

Os resultados da interferência da umidade

A preparação dos projetos, desde o início, é essencial para quem busca fugir de problemas no futuro. O primeiro palestrante, Claudio Ourives, Engenheiro Civil e atualmente CEO e Sócio da Penetron Brasil, lembrou de alguns casos interessantes onde foi possível identificar o resultado da falta de planejamento no concreto do subsolo: projetos em um subsolo, com paredes falsas para esconder uma contenção, sem acabamento, futuramente apresentará problemas.

O engenheiro contou que nos perfis metálicos e de alvenaria, existe a necessidade de estudar a fundo, pois cada projeto exige uma contenção específica, pois em estruturas já em uso, sem preparo, a umidade é visível e danosa.

Nos casos mais graves, projetos de lajes de subpressão, que apresentam três subsolos, é comum ver a aplicação de pintura com efeitos estético e que se propõe a impermeabilizar, mas que, em pouco tempo, apresentam danos na pintura e problemas de infiltração.

“É visível o grau de agravos na pintura, principalmente se imaginarmos um condomínio, com vários moradores, dezenas de carros, houve casos de perdas de veículos.”, descreve Claudio Ouvires.

Subsolo de um prédio em São Paulo depois de uma forte chuva. Créditos: Claudio Ourives/Penetron.

Dois anos depois a laje de subpressão começou a apresentar fissuras, a estrutura não aguentou a pressão, e possivelmente, não levaram em consideração os dados da sondagem e lençol freático, ou mesmo uma deficiência estrutural. São resultados que aparecem depois que a obra já foi entregue.

Para conseguir uma estrutura estanque, com a experiência profissional, Claudio Ouvires descreve para uma laje suportar a pressão, com deformações que permitam fissuras de no máximo 0,2 mm, são necessárias paredes moldadas in loco. No mercado existem outros métodos executivos: parede diafragma, paredes pré-moldadas, bloco de alvenaria, mas que não garantem estanqueidade. O engenheiro afirma que encontraram bons resultados nesse sistema de paredes moldadas in loco, que pode ser uma execução primária única, desde que o solo permita o corte, ou, ela pode ser uma parede secundária pós sistema de contenção adotado.

Obra em Porto Alegre (RS), ao lado do rio Guaíaba. Créditos: Claudio Ourives/Penetron.

Em muitos casos, quando o profissional é chamado para visitar uma obra, algumas questões são levantadas. Mesmo com reparos localizados não é possível garantir a estanqueidade da parede devido à falta de homogeneidade do concreto.

“Durante uma obra quase entregue, começou extravasar água pela cortina, pela canaleta, e depois de uma inspeção identificamos uma falha de concretagem, o solo se acumulava na canaleta e a água transbordava. Podemos confiar nesse concreto?”, questiona Claudio Ourives, sobre uma obra hospitalar em São Paulo que sofreu com as fortes chuvas da cidade.

Penetron Admix, impermeabilizante por cristalização na forma de aditivo para o concreto. Créditos: Claudio Ourives.

Laje com o a aplicação do impermeabilizante. Créditos: Claudio Ourives.

Aspectos estruturais e contenções estanques

O sócio diretor da Kali Engenharia, o engenheiro Renato Salles Cortopassi, trouxe casos baseados em sua experiência com aspectos estruturais nas lajes de subpressão e contenções estanques.

Pós-graduado em Estruturas de concreto, concreto protendido, e fundações pelo INBEC, foi presidente da (ABMS) – Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica por 2 biênios. Projetou e fez (ATP) Avaliação Técnica de Projeto de mais de 20 Lajes de Subpressão em Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Realizar um rebaixamento, sem a sequência de um cronograma, traz problemas ambientais. Para o rebaixamento do nível lençol freático, é necessário realizar um projeto de drenagem definitivo.

Ilustração de rebaixamento temporário. Créditos: Renato Salles Cortopassi/ Kali Engenharia.

Em alguns municípios já é proibido fazer esse rebaixamento, Goiânia, por exemplo, não se aprova projeto abaixo do nível d’água sem estruturas estanques.

Entre prós e contras do rebaixamento definitivo, Renato Salles Cortopassi, conta que além de canaletas e drenagens, a obra conta com manutenção de bombas, consumo de energia e esse custo é embutido no condomínio.

O engenheiro trouxe um exemplo, um projeto em Brasília, que depois de cinco anos de rebaixamento, a drenagem fechou, perdeu a eficiência o resulta na subida do lençol freático. “Nesses casos é necessária uma manutenção: quebrar o piso e recompor o elemento drenante, um procedimento agressivo para a obra”, descreve Renato Salles Cortopassi.

No caso das estruturas estanques, também é necessário realizar um rebaixamento, mas, é um procedimento provisório, e o custo inicial é maior de quando é feito um rebaixamento definitivo.

Em relação aos custos, o sócio diretor da Kali Engenharia trouxe alguns dados importantes quando é necessário refazer o rebaixamento:

“Comparado ao rebaixamento definitivo e dependendo de quanto a obra está abaixo do nível do mar, contando bombas, gastos de energia e outros processos, em cinco anos se paga essa estrutura”, afirma Renato Salles Cortopassi e lembra que não existe uma laje de subpressão sem uma contenção também estanque, sempre é levado em consideração a alteração do nível d’água.

Exemplos do processo de concretagem de laje de subpressão:

Créditos: Renato Salles Cortopassi/ Kali Engenharia.

Créditos: Renato Salles Cortopassi/ Kali Engenharia.

 

Para mais informações sobre as próximas Webinares, acesse a página oficial da penetron, @penetronbr, ou entre em contato através do e-mail:lucas@penetron.com.br.

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