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PIB TRAZ ESPERANÇA

PIB

O IBGE apresentou ontem o relatório do PIB (Produto Interno Bruto) para o 1º. Trimestre e os números foram positivos.

O PIB brasileiro cresceu 1,2% no primeiro trimestre do ano, em relação ao último trimestre de 2020. Esse é o terceiro resultado positivo, depois dos recuos no primeiro (-2,2%) e no segundo (-9,2%) trimestres do ano passado.  O mercado reagiu com cautela as boas notícias, pois entende que ainda dependemos de uma vacinação em massa a fim de garantir uma maior mobilidade de pessoas para voltarmos a ter uma economia com crescimento sustentável.

Também no dia de ontem a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e o SENAI divulgaram seu relatório referente ao 1º trimestre para o mercado da Construção Civil.

Sendo a Construção Civil um setor estratégico para o desenvolvimento sustentado do País, é de fundamental importância entender seus resultados.

Houve um crescimento de 2,1% no 1º trimestre de 2021 em relação ao 4º trimestre de 2020 superando, portanto, a alta do PIB nacional. A despeito deste indicador levar em consideração a produção de insumos típicos do setor, o resultado surpreendeu positivamente, e mostrou, mais uma vez, a força do setor na economia nacional. Em 2020, mesmo considerando as dificuldades impostas pela chegada da pandemia, a Construção foi o grande setor que mais gerou novos postos de trabalho com carteira assinada no País (105.248 novas vagas).

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Crédito: Divulgação

A alta dos preços dos materiais de construção já apresenta consequências. Os Indicadores do Mercado Imobiliário, divulgados pela CBIC, revelaram queda de 58% dos lançamentos nos três primeiros meses de 2021, em relação aos últimos três meses do ano passado. Nesta mesma base de comparação, o recuo das vendas foi bem menor: -12,4%. Com esse resultado, a oferta (estoque) de unidades residenciais novas disponíveis para comercialização caiu 13,1%. Em relação aos três primeiros meses de 2020, os lançamentos registraram uma pequena elevação de 3,7%, enquanto as vendas apresentaram um aumento significativo: 27,1%. Portanto, as vendas estão bem mais dinâmicas do que os lançamentos.

Outro indicador que demonstra preocupação é a queda do dinamismo na geração de vagas. Em abril, a Construção Civil criou 22.224 novas vagas com carteira assinada em todo o País, resultado da diferença entre 146.389 admissões e 124.165 desligamentos. Este foi o menor saldo de postos de trabalho gerados pelo setor em 2021, conforme os dados do novo Caged divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia. A média de 44.327 novos empregos formais, registrada no primeiro bimestre do ano, caiu para 23.215 nos meses de março e abril. Isso significa que o setor reduziu em quase 50% o ritmo de criação de vagas. O número de trabalhadores admitidos na Construção, em abril (146.389) foi o menor do ano.

Para a Construção Civil, o cenário de médio e longo prazo continua positivo. As concessões, o marco legal do saneamento, a necessidade de infraestrutura, logística e a demanda crescente por moradias, são fatores que reforçam as expectativas mais alentadoras. Entretanto, no curto prazo, a pressão dos custos pode impedir um avanço maior.

FONTE: Assessoria de Imprensa

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