Mercado

FGV: Incerteza não deve voltar ao nível pré-pandemia antes de 2021

Avaliação é da economista Anna Carolina Gouveia, da FGV, a partir da prévia do

IIE-Br deste mês

A incerteza com a economia brasileira por parte do mercado tem potencial para continuar caindo de forma rápida até o fim do ano, mas dificilmente retornará ao patamar registrado em cenário pré-pandemia ainda em 2020.

A avaliação partiu de Anna Carolina Gouveia, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), ao falar sobre prévia do Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) de setembro, anunciada nesta segunda-feira. O índice sinalizou recuo de 6,1 pontos ante agosto, para 154,2 pontos. Em agosto, o IIE-Br também houve queda, mas a ritmo menor, de 3,4 pontos, an

Na prática, a condução das reformas pelo governo, como a administrativa e tributária, e a melhora na atividade de serviços, devido às ações de flexibilização social, deverão ajudar o IIE-Br a seguir em queda nos próximos meses.

A especialista comentou que, nos últimos meses, indicadores de atividade surpreenderam positivamente o mercado.

O pagamento do auxílio emergencial e a reabertura gradual da economia nas principais capitais do país aumentaram o consumo interno e deram sinais de um quadro mais favorável na indústria e no comércio, colocando o IIE-Br em trajetória de queda a partir de junho.

Entretanto, para Gouveia, ainda é preciso ter cautela em relação à trajetória futura do indicador. Isso porque o cenário econômico, em meio à pandemia, ainda é muito volátil. Ela ainda apontou que as notícias sobre articulação do governo em relação às reformas têm mudado constantemente.

Outro aspecto que influencia o indicador é a própria evolução da pandemia, cujo ritmo de contágio e mortes também têm oscilado. Isso afeta as decisões de flexibilização social, disse ela, que têm impacto direto na economia.

Para a economista, esses fatores de instabilidade nos cenários econômico e sanitário deverão impedir que o índice volte para a faixa de 115 pontos nesse ano – média histórica observada antes da pandemia, iniciada em meados de março.

O mais provável, disse Gouveia, é que isso só ocorra quando houver distribuição de vacina contra covid-19. “Talvez, em um cenário muito otimista, se continuarmos com o indicador a cair de forma rápida, podemos chegar ao patamar de 120 pontos até o fim do ano”, projetou.

Fonte: Valor Econômico (14/09/20)

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