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E agora….crise hídrica!

Crise Hídrica

Podemos dizer que os últimos anos foram desafiadores para a Construção Civil. Este ano além dos aumentos dos insumos, falta de aço e a questão do dólar, mais um fator entra para desequilibrar ainda mais esta balança: a Crise Hídrica.

Sendo considerada a maior crise nos últimos 91 anos pelo Brasil, o cenário não parece animador. Sem previsões de chuvas até a chegada do verão, o que vemos diariamente são as reservas chegando a níveis operacionais muito baixos, seja para geração de energia quanto para captação de água para consumo.

Não é exatamente novidade, já que em 2014 as regiões Sul e Sudeste enfrentaram uma grande crise e ficaram algumas lições.

O problema atinge indiscriminadamente vários setores econômicos, incluindo a construção civil. O risco de cortes prolongados no abastecimento tem exigido que as construtoras incluam nas análises de viabilidade técnica e econômica das obras a questão do uso e manejo da água. Captar o recurso natural da rede da concessionária é a principal alternativa, mas é necessário pensar em soluções que permitam criar reservas hídricas, em caso de corte no abastecimento, para não prejudicar o cronograma no canteiro de obras.

Entre as alternativas está o reuso da água para determinadas etapas da construção. A reutilização de água de lava-rodas, de águas cinzas ou da chuva é uma solução que se espalha entre as construtoras.

Outra opção é buscar no terreno da obra o rebaixamento de lençol freático. Para isso, é imprescindível uma análise prévia da qualidade dessa água, principalmente se for para produzir concreto. O gerente de laboratórios da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), Arnaldo Forti Battagin, lembra que é necessário cumprir as exigências mínimas da norma ABNT NBR 15900 (Água para amassamento do concreto – Requisitos).

No caso de projetos que buscam selos de sustentabilidade, a economia de água durante a construção é inegociável. As certificações LEED e AQUA têm entre seus requisitos o monitoramento do consumo de água no canteiro de obras. A ação pode ser feita por meio da quantificação por m2 construído (medição por planilha) por equipamentos ou através de softwares, dependendo do certificador. De acordo com dados do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) não fazer a gestão da água pode ter custo de execução até 2% maior na comparação a uma obra do mesmo porte que se preocupa com o consumo no canteiro.

No que se refere ao concreto, os agentes de cura são aliados em períodos de crise hídrica. Esses aditivos são conhecidos por retardar a evaporação da água e por proporcionar processos de secagem sem formação de fissuras. Também promovem economia de água no canteiro de obras, pois, dependendo da área concretada e das condições meteorológicas, podem gerar economia de até 2 mil litros por 100 m².

A Penetron, empresa associada ao C3- Clube da Construção Civil, possui produtos e expertise para ajudar as empresas a economizar neste sentido.

Com relação ao RH, conscientizar o time também é fundamental para que seja evitado desperdícios. Pesquisas apontam que os operários chegam a consumir 45 a 65 litros de água por jornada de trabalho.

Enfim, mais um ponto importante para as empresas ficarem atentas!

Fonte: Agência Nacional de Águas

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