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Mercado imobiliário aposta na digitalização de ativos

Imagem azul de um vetor de prédio em 3d

Movimentando no ano de 2022 mais de R$35 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) somente na capital paulista, segundo levantamento da SECOVI-SP, o mercado imobiliário brasileiro é atualmente um dos principais esteios que sustenta a economia nacional.

Buscando manter a sua relevância e competitividade frente aos outros mercados, o setor imobiliário tem apostado na comercialização de imóveis na internet, encontrando na tokenização uma forma de garantir a segurança e rastreabilidade das transações por meio de redes criptografadas, em sua maioria blockchain.

Apesar de historicamente conservador, o setor de imóveis brasileiro tem buscado acompanhar as principais tendências do mercado internacional, sendo a digitalização de ativos talvez umas das mais relevantes à nossa realidade por trazer mais agilidade nas vendas através da redução o ticket médio das transações, considerando que cada token comercializado representa uma fração do imóvel, possibilitando a aquisição do mesmo em aportes menores, de modo gradual conforme as possibilidades do comprador, até alcançar a posse integral do bem.  

Além de simplificar o processo de aquisição pelo comprador, a tecnologia também reduz a burocracia ao dispensar análises de crédito mais aprofundadas por parte dos vendedores, quer seja por reduzir o valor financiado, ou por possibilitar a aquisição do bem com recursos próprios, aumentando o fluxo de recursos injetados no setor e reduzindo os juros envolvidos nas transações.

Em um cenário em que 87% da população brasileira tem como maior objetivo de vida a aquisição da casa própria, segundo o Datafolha, a adoção de soluções inovadoras como esta amplia o ecossistema ao flexibilizar as negociações, promovendo maior sustentabilidade ao negócio e garantindo que mais pessoas tenham acesso à moradia própria. 

Sob risco de se tornar economicamente inviável, tudo indica que o sucesso e uso massivo da tecnologia dependerá quase que inteiramente da legislação e regulamentação a ser definida para a modalidade pela Comissão de Valores Imobiliários e pelo Banco Central, que neste ponto precisam ter como foco a importância de ampliar da liquidez no setor. 

Fato é que, a tokenização de ativos imobiliários muito em breve transformará o modo de como investimos, ou adquirimos, um imóvel.

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