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Evolução das construtechs no Brasil

A Liga Ventures – rede de inovação aberta da América Latina, que conecta startups e grandes empresas para geração de negócios – e o Secovi-SP lançaram um estudo sobre a evolução das construtechs no País. Ao todo, foram mapeadas 251 startups ativas, que utilizam diferentes tecnologias, com o objetivo de transformar a construção civil a partir de produtos e soluções.

O levantamento aponta, por exemplo, que as construtechs estão divididas em 24 categorias: gestão e controle de obra (10,76%); cotação e compra de insumos (7,17%); realidade virtual e interatividade (5,58%); redução e destinação de resíduos (5,58%); construção modular (4,78%); prospecção e geração de leads (4,78%); fidelização de clientes (4,78%); desenvolvimento imobiliário (4,38%); orçamento de obra (4,38%); smart buildings (4,38%); conteúdo e educação (3,98%); gestão de colaboradores (3,98%); inspeção e monitoramento (3,98%); novos produtos e insumos (3,98%); reforma (3,98%); inteligência imobiliária (3,59%); captação de recursos (2,79%); contratação de mão de obra (2,79%); gestão administrativa (2,79%); planejamento de obra (2,79%); pós-obra (2,79%); gestão de estoques (2,39%); segurança no trabalho (2,39%) e aluguel e aquisição de maquinários/equipamentos (1,2%).

Na opinião de Guilherme Massa, cofundador da Liga Ventures, as construtechs são fundamentais para a construção civil, pois estão incentivando a modernização do setor. Para ele, trabalhar em parceria com essas startups oferece às empresas a oportunidade de incorporar tecnologias avançadas capazes de otimizar processos e promover a sustentabilidade.  

Sobre os investimentos no setor, para se ter ideia, foram realizados 21 deals entre janeiro de 2022 e novembro de 2023, que movimentaram cerca de R$ 748 milhões. As startups de construção modular (66%) e desenvolvimento imobiliário (18%) tiveram a maior participação no montante total investido no período.

Outro dado trazido no mesmo estudo se refere às tecnologias mais aplicadas por estas empresas, destacando-se Marketplace (23%), Dashboard (17%), Data Analytics (15%), API (14%) e Relatórios Automatizados (12%). Já referente ao público-alvo, o estudo mostra que 93% das startups são voltadas ao mercado B2B.

“O Secovi-SP, por meio do seu Núcleo de Empreendedorismo e Inovação (NE), tem buscado aproximar o mercado imobiliário das startups. Dentre outras iniciativas, desenvolve o Hub MoviMente e parcerias com players importantes na área de inovação”, afirma Rodrigo Abrahão, coordenador geral do NE.

Para realizar o estudo, foram utilizados dados da ferramenta Startup Scanner, plataforma criada pela Liga Ventures que identifica e acompanha dados de startups do Brasil e América Latina. O objetivo é que grandes empresas, pesquisadores e empreendedores atendam às movimentações do mercado e encontrem oportunidades de negócios.

Fonte: Com informações do Secovi

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