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Banco do Brasil reavalia financiamentos imobiliários

Inadimplência da pessoa física aumentou, diz gerente da instituição, em reunião do setor de habitação popular.

O Banco do Brasil está empenhado em dar continuidade à sua atuação na área de financiamento imobiliário. A entidade está reavaliando suas atividades no segmento devido ao alto índice de inadimplências no módulo pessoa física, que impactou o balanço financeiro do banco nos últimos 90 dias. As informações são do gerente geral da Gerência de Crédito Imobiliário do Banco do Brasil (GIMOB), Guilherme Patrício, que participou do encontro virtual do Comitê de Habitação Popular (CHP) do SindusCon-SP e do Comitê de Habitação Econômica (CHE) do Secovi-SP realizada no dia 18 de junho.

Reunião dos membros da gerenci0a BB. Créditos: Divulgação.

Segundo Patrício, atualmente a inadimplência SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos) gira em torno de 1,08%. “Analisamos perspectivas para mudar porque é muito elevada. O banco não acertou a forma da condução das operações para pessoas física, em especial no modelo atual de recuperação desses créditos na faixa 1,5 e 2 do Minha Casa Minha Vida”. Quando comparado à atuação da Caixa Econômica, Patrício explicou que diferentemente dos outros operadores bancários, o Banco do Brasil possui 49,5% do capital em acionistas particulares. “A Caixa consegue enquadrar operações de forma muito mais rápida do que os banco privados de economias mistas”.

A área do banco já está revendo individualmente os pedidos declinados e um projeto piloto do setor já traz uma amostragem positiva em cerca de 50% dos casos. Segundo Maria Rita Silva, gerente de área de Condução e Repasse Nacional, a atuação do banco é ser um consultor e mostrar quais os passos para a aprovação nos casos de pessoas físicas no Minha Casa Minha Vida (MCMV), FHB e no SBPE. “Em relação ao MCMV, o banco irá viabilizar o repasse nos empreendimentos contratados e dar um tratamento específico para as SACs desses empreendimentos pela área de crédito. A estratégia é manter o foco nos desligamentos de obras financiadas pelo banco enquadráveis na linha SFH e revisão na precificação das operações com taxas e condições diferenciadas para operações de repasse”, destacou Maria Rita.

Créditos: Divulgação.

De acordo com Edison Sambati, gerente Contratação de PJ MCMV e SBPE, a carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil fechou o primeiro trimestre de 2020 em R$ 51 bilhões, sendo R$ 48,75 bilhões voltados para pessoa física e o restante para pessoa jurídica. “A estratégia de apoio à produção no ano envolve 350 projetos e R$ 30 bilhões do VGV, o que seria um potencial de R$ 15 bilhões em crédito para Pessoa Jurídica”, ressalta.  No ano, segundo ele, a atenção estará voltada para o financiamento de empreendimentos imobiliários localizados em área urbana e destinados à comercialização de unidades habitacionais ou comerciais e também à contratação de financiamentos para projetos com perfil SFH e alto potencial de repasse.

Ronaldo Cury, vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, afirmou ser extremamente relevante para o país que o banco atue fortemente com créditos imobiliários porque fortalece as operações. “É importante para o nosso setor ter mais de um operador econômico porque todos saem ganhando”.

De acordo com Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, o Banco do Brasil e a Caixa são fundamentais no programa MCMV no país. A cidade de São Paulo registrou o lançamento de 30 mil unidades dentro do programa.

Fonte: SindusconSP

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