Colunistas Thiago Leomil

Um ano de Pandemia, o que aprendemos?

Pandemia

Já estamos há mais de um ano vivendo momentos estranhos em nossas vidas. Com a pandemia todos os mercados estão passando por fases complexas e de questionamento, procurando encontrar qual a rota para sair do olho do furacão e o mesmo vale para o nosso mercado.

 Crescimento do Mercado Residencial

 O Mercado Imobiliário da cidade de São Paulo registrou crescimento no volume de imóveis lançados e vendidos, atingindo um recorde histórico de mais de 51 mil unidades vendida na cidade de São Paulo no ano de 2020, o que demonstra avanço do setor devido as importantes reduções das taxas de juros tanto do financiamento a produção, quanto a mutuário final – importantes fatores de estímulos às vendas –  que se encontra no patamar mais baixo da história, levando os investidores a buscarem imóveis como opção de aplicação, além de possibilitar que mais famílias tenham acesso ao financiamento habitacional.

Outro ponto que veio com a pandemia foi a migração forçada para uma vida de home office que impulsionou muitas famílias a buscarem imóveis mais amplos e adequados a suas novas necessidades.

Essas migrações de unidades muitas vezes se consolidaram para unidades maiores e mais distantes de seus pontos de trabalho, tendo em vista inúmeras políticas definitivas de sistema híbrido de trabalho já implementadas por boa parte das empresas, oferecendo assim, uma flexibilidade para se trabalhar parte do tempo no escritório de sua empresa e parte de tempo em sua própria residência.

 Por conta disto, quem está crescendo no meio do caos é o mercado de loteamentos, onde os preços aumentaram mais que a média de mercado, devido a busca por espaços de maior liberdade, segurança e qualidade de vida.

Além disso existe uma nova dinâmica para o setor em quase todos os pontos:  discussões de eventuais adequações de cláusulas contratuais que possam melhor refletir os índices de reajustes, novas formas de apresentação de produtos como o acesso remoto através de recursos de tour virtuais com cisão 360° dos imóveis, processos on-line de vendas, dentre outros.

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Crédito: Divulgação

 Mercado Corporativo

Em contra partida ao aquecimento das vendas do mercado residencial, o segmento de lajes e escritórios corporativos se movimentou com o aumento dos índices de vacância, pois parte do mercado já começa a optar por espaço mais reduzidos e em localidades com preços de locações mais atrativos. Ainda não existe um consenso para onde esse mercado irá, mas sabemos que ele está se movimentando.

Mercado Logístico

O setor logístico não para de crescer e mesmo na pandemia a demanda do mercado em relação ao segmento só aumenta. O país em 2020 registrou uma alavancagem de 400% na abertura de lojas virtuais desde o início da quarentena, e o número de compras on-line foi ampliado em 387% até meados de abril de 2020. Isso faz com que o número de entregas de produtos e o manuseio de materiais em geral cresça cada vez mais. O modal de transporte que lidera a movimentação de cargas no Brasil ainda é o rodoviário, prestigiando assim, os bons galpões logísticos – alvo de investimento do fundo.

Custos de produção

Um ponto importante, que vale a pena destacar, é a questão do fornecimento de insumos que tem impactado a cadeia de custos de construção, que já estão mais altos. Isso significa que cedo ou tarde haverá a correção os preços de vendas dos imóveis novos e consequentemente uma elevação do valor final dos ativos imobiliários de forma geral.

Perspectivas futuras

Aguardamos o avanço do ciclo de vacinação, acreditando que os efeitos econômicos gerados pela pandemia possam gradativamente se reduzir e com isso, o ambiente econômico apresentar sinais de recuperação em diversos setores, como demonstram os indicadores de crédito imobiliário, de vendas no varejo, do agrobusiness e outros.

 O setor continua com expectativas otimistas e apostamos em uma retomada mais consistente, pois os fundamentos imobiliários são positivos e se baseia e um tripé

– taxa de juros com tendência de aumento, porém em um patamar baixo diante da média dos últimos 10 anos

– oferta de crédito estável

– nível de confiança do consumidor crescente com o início das vacinações e retomada da economia.

 Tudo isso impulsiona um ambiente seguro para aumento dos números de vendas e consequentemente na atratividade dos investimentos.

Assim como muitos, também acredito que o setor imobiliário será o responsável por “puxar” a retomada da economia após a pandemia.

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