Negócios

Startup americana quer utilizar Inteligência Artificial para aperfeiçoar infraestrutura no Brasil

A empresa recebeu um investimento de 90 milhões de dólares em uma rodada de investimento série C liderada pelo fundo Iconiq Capital – Uber, Netshoes.

Na alternativa de auxiliar empresas a automatizar processos de grande infraestrutura empresarial – água, eletricidade, internet, os empresários Andrew Wolf e Arka Dhar, fundaram em 2015 a startup de inteligência artificial norte-americana Zinier.

O diretor da divisão latino-americana, Alejandro Padilla, contou que a companhia planeja usar parte do montante do investimento levantado para expandir sua operação na América Latina e entrar com força total no mercado brasileiro. Esse processo teve início com um novo escritório no país.

Depois do México, o Brasil é o segundo mercado da região em que a empresa atua. Os primeiros clientes da companhia no país são da indústria de telecomunicações, mas, com a nova injeção de capital, a expectativa é conquistar mais clientes ao longo do primeiro trimestre nas áreas de energia, petróleo e gás.

Segundo Padilla, o mercado brasileiro é uma grande oportunidade para a startup, já que as empresas daqui precisam gastar muito dinheiro com a manutenção das infraestruturas antigas e com as atualizações necessárias para uso de novas tecnologias, como a internet 5G.

Legenda da foto:  Plataforma da empresa usa inteligência artificial para gerir projetos realizados em campo pelos clientes (Foto: Zinier/Divulgação)

Para ele, a plataforma de inteligência artificial e automação da Zinier é muito compatível com as necessidades das empresas latino-americanas. Ele também ressalta que as terceirizações de instalação de serviços na região são comuns, e difíceis de serem geridas. Com o sistema integrado da startup, a empresa conseguiria saber em tempo real o que está acontecendo em campo com os terceirizados.

A companhia compete com empresas gigantescas, como Salesforce e Microsoft, pelo mercado de automação de processos de instalação de tecnologia em campo. Seu modelo de negócio é o de software por assinatura, em que as empresas pagam para utilizar sua tecnologia de gestão e automação.

 

Fonte: Revista Exame

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