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Pós crise: enquanto a bolsa despencava esses fundos se deram melhor. Entenda por quê

Levantamento mostra quais as estratégias acertadas dos fundos de ações, multimercados e renda fixa que se saíram bem no período mais turbulento do mercado.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             

Você só descobre quem está nadando pelado quando a maré baixa”. A famosa frase foi escrita pelo megainvestidor Warren Buffet e consta em sua carta anual a acionistas da Berkshire Hathaway, grupo do qual é sócio. O momento era o do estouro da bolha da internet. Em períodos de crise, a frase é costumeiramente lembrada porque traduz com clareza o que acontece no mercado financeiro: quem não se protege, perde.

Ao analisar como centenas de fundos de investimentos brasileiros se comportaram no período de 26 de fevereiro a 12 de março, o mais turbulento desde a atual crise provocada pelo coronavírus, foi identificado alguns fundos que perderam menos ou ainda nada. Os dados, organizados pelo economista do Valor Investe Marcelo d’Agosto, foram extraídos da plataforma de fundos Morninstar. Foram avaliados centenas de fundos que possuem mais de 1.000 cotistas.

Das entrevistas com seis dos gestores de fundos que ainda performaram melhor, é possível tirar duas lições: passa bem (ou menos pior) quem sempre mantém ativos que trazem proteção à carteira contra a forte volatilidade e quem tem um perfil descorrelacionado com a maioria da indústria.

“Estou investindo no Brasil desde 1997, já passei por quase tudo, e algo que aprendi nesses anos é que, no Brasil, qualquer coisa pode acontecer”, comenta o americano James Gulbrandsen, responsável pelos investimentos dos fundos da NCH Capital, gestora gringa que está no Brasil desde 2010.

No acumulado dos 12 pregões que se seguiram entre a Quarta-feira de Cinzas e dia 12 de março, os cerca de 1.440 fundos avaliados em outro levantamento feito pelo economista do Valor Investe, Marcelo d’Agosto, perderam o equivalente a R$ 68 bilhões. Esse foi o montante que “evaporou” do patrimônio dos fundos só considerando a queda da rentabilidade, sem calcular os resgates.

 

Fundos que mais ganharam e mais perderam entre 26/02 e 12/03

 

Fonte: Valor Invest

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