Negócios

Mercado de imóveis se reinventa na pandemia

Plataformas e aplicativos ajudam loteadoras, construtoras e incorporadoras a venderem online.

Os mercados imobiliário e da construção civil brasileira foram impactados pela pandemia do coronavírus e passam a apostar na transformação digital para gerar novas oportunidades de negócios. A atuação online, além de dar mais competitividade ao negócio, possibilita as vendas de loteamentos 100% digital. Trata-se, ainda, de uma tendência que se confirmando, uma vez que permitirá a realização de escrituras online, como autorizado pelo Conselho Nacional de Justiça.

Sobre o aumento as vendas com auxílio da tecnologia, Carlos César Pinheiro da Silva, advogado e coordenador estadual da Comissão de Desenvolvimento Imobiliário do CRECI São Paulo, explica que o uso de aplicativos pode ampliá-las e reduzir a queda nas vendas do setor imobiliário como um todo em até 30%, abrindo a possibilidade de reduções ainda maiores na gestão de imóveis de alto padrão.

Vários setores, incluindo o mercado imobiliário, tiveram que se reinventar diante da atual crise econômica. Créditos: Divulgação.

“O uso de plataformas e aplicativos facilitam o trabalho de quem atua na área e geram uma nova experiência ao consumidor final, já que permitem conhecer e comprar os imóveis em poucos cliques, de forma totalmente virtual. As incorporadoras estão percebendo que as pessoas que adquirem imóveis podem negociar online com a ajuda de bons corretores”, avalia.

O engenheiro Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o uso das plataformas representa uma forma de diminuir as perdas. “Os tours virtuais e outros métodos serão cada vez mais importantes até para o cliente selecionar imóveis”, ressalta, embora saliente que o mercado ainda é muito dependente da presença física. “As vendas digitais estão sendo feitas, mas ainda não são suficientes”, disse.

Oportunidades no setor imobiliário

A modernização tecnológica foi intensa em várias empresas. Créditos: Divulgação.

Esse filão de negócio é justamente onde atua Fabio Matsunaka, cofundador da startup Terravista, que desenvolve soluções digitais especializadas para incorporadoras e loteadoras, e que cresceu 40% no período, alcançando 25 mil lotes gerenciados pela plataforma. A empresa oferece soluções de gestão financeira, de vendas e de prestação de contas para incorporadoras e loteadoras com atuação em todo o país.

O setor, segundo ele, está se reinventando. “O mercado está em momento de grande mudança e não é diferente no setor imobiliário. Apesar da resistência ao uso da tecnologia, a pandemia escancarou um processo de quebra de paradigma.

Mudança

O crescimento da Terravista pode ser explicado pelo modelo de negócios. A empresa oferece às incorporadoras uma plataforma de loteamentos digital, que permite o controle do empreendimento em apenas poucos cliques. Com os servidores em nuvem, às informações podem ser acessadas de qualquer lugar com internet.

Através do aplicativo, é possível controlar as equipes de venda, reservas de lotes, geração de propostas e a emissão de contratos. Além disso, é possível fazer o controle do fluxo de caixa da incorporadora e empreendimento de forma integrada, simplificando a gestão financeira do loteamento ao lote.

As informações podem ser distribuídas de forma clara, resumida e direta, otimizando o tempo, melhorando o processo de tomada de decisão e prestação de conta. A plataforma permite ainda a emissão, acompanhamento de entrega e recebimento de contratos, além da emissão de boletos bancários, gerando arquivos de remessa e retorno.

Avaliação

Créditos: Divulgação.

Pinheiro da Silva ressalta ainda que o uso da tecnologia já está impactando o negócio de outra forma. “Meu caso é um exemplo. Estou saindo de um escritório de 180 metros quadrados e indo para um de 40 metros quadrados, com custo cinco vezes menor e mantendo o mesmo atendimento. O uso das plataformas permite que isso ocorra e essa será uma tendência”, conta.

Essa mudança deve impactar os negócios, já que o setor perdeu mais de 66 mil postos de trabalho em abril, segundo dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados referentes a abril. “Temos um potencial de geração de empregos, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, que pode chegar a 7,5 milhões por ano, se tivermos uma economia ativa”, afirma França.

Fonte: Site: Segs

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