Mercado

Juros baixos e tecnologia: como a construção civil contraria as previsões e tem reação

Setor deu sinais de recuperação em julho e o mês foi considerado o melhor para o seguimento em quatro anos

Quando a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, há pouco mais de cinco meses, o impacto ainda era difícil de calcular. A necessidade do isolamento social fechou o comércio, escola, serviços e as previsões para setores da economia passaram a ser negativas.

Na construção civil, no início de 2020 a previsão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) era um crescimento de 3% no ano. Com a crise, as expectativas mudaram, mas contrariando as previsões negativas, o setor já mostra reação. De acordo com CBIC, a construção civil deu sinais de recuperação em julho e o mês foi considerado o melhor para o seguimento em quatro anos.

A retomada do crescimento do setor acontece no momento de baixa da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está a 2%, menor patamar da história. Na prática, a medida deixou menos atrativos investimentos em bancos, como renda fixa, e mais vantajoso o financiamento imobiliário, já que as taxas de juros dos bancos também diminuíram. 

A retomada também reflete nos postos de trabalho. Se em março, maio e abril o saldo foi negativo no estoque de empregos formais da construção civil, de acordo com a última divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, em junho o setor já passou a ter um saldo positivo de 17.270 vagas.

Pequenas obras

Se as incorporadoras já sentem os efeitos positivos da retomada, o mercado de pequenas reformas também deu uma aquecida. Com as pessoas mais em casa, a necessidade de melhoria em determinados ambientes ficou mais latente e passaram a ser prioridade.

Adequação ao momento atual

Para muitos compradores, a situação virou a seguinte: me programei para comprar um imóvel, continua nos meus planos, mas como vou conhecer as opções, encontrar com os corretores e fechar o negócio se estamos em isolamento social? 

A dificuldade do encontro presencial para esses passos fundamentais na compra dos imóveis, fez surgir a necessidade de adequação ao momento atual. O que isso quer dizer? Digitalização dos serviços.

De acordo com Júlia Ferraz, consultora de marketing da Agência Intermídias, a aliança do setor imobiliário com o mercado digital vem influenciando os resultados positivos das vendas e assim mantendo a categoria estável em Salvador. 

“Com o processo de aceleração da transformação digital provocado pela pandemia, passamos a observar as rápidas mudanças que o setor imobiliário teve que fazer para se adaptar a uma nova realidade, em que as visitas aos empreendimentos não eram mais possíveis, num primeiro momento, bem como o contato presencial do cliente com o corretor de imóveis, para fechamento da venda”, explica. 

Um exemplo disso é a incorporadora JVF, consolidada no mercado da construção civil da Bahia, que migrou para o atendimento 100% online durante a pandemia. Isso significa que o comprador terá contato digital com o corretor, podendo tirar todas as dúvidas referente ao imóvel e ao negócio. 

Ibahia.com (25/08/20)

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