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Fintechs oferecem propostas alternativas

Há até quem o confunda com a popular “vaquinha on-line”, quando, na verdade, se trata de algo mais estruturado.

Nos últimos três anos, uma série de fintechs, startups que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro, começou a mirar o segmento, para fornecer capital de giro ou financiamento para expansão com propostas alternativas, que incluem home equity (crédito com garantia de imóvel), investimento coletivo ou até mesmo a recuperação de taxas de cartões de crédito.

O investimento coletivo, voltado para o setor imobiliário, já é uma realidade consolidada no Brasil, embora seja recente e tenha sido registrado pela primeira vez no país em 2014. Também chamado de equity crowdfunding ou crowdfunding de investimento, ele já é, inclusive, totalmente regulado pela CVM, a Comissão de Valores Mobiliários.

O investimento já é uma realidade consolidada no Brasil. Créditos: Divulgação.

A Kavod Lending, em operação desde 2017, especializou-se na modalidade peer-to-peer lending (P2P). Nesse modelo, a plataforma seleciona projetos de quem deseja captar recursos e coloca no ar campanhas para atrair investidores interessados em financiar o negócio.

Para o tomador, a vantagem recai nas taxas de juros baixas, a partir de 1% ao mês, e nos prazos de pagamento, que hoje estão em uma média de 24 meses. Em quase três anos de operação, já foram financiados R$ 14 milhões em um 37 campanhas – 65% dos recursos foram destinados ao segmento de franquias.

Já houve campanhas para franqueadoras que buscavam recursos para a abertura de lojas próprias, a exemplo do KFC, como também para franqueados que desejam expandir a operação com uma segunda ou terceira unidade. A Kavod possui parceria com algumas marcas, mas também financia franqueados mesmo sem acordo formal com as redes.

Os recursos têm múltiplos destinos: capital de giro, expansão de unidades, repasse de lojas, retrofit e compra de equipamentos.

Home equity, crédito que tem um imóvel como garantia, para fornecer financiamentos apesar da pandemia causada pelo novo coronavírus. Créditos: Divulgação.

Antes de a epidemia estourar, uma campanha ficava no ar por sete dias, embora muitos empreendedores captassem em menos de 48 horas – em dezembro, um franqueado do McDonald’s levantou R$ 835 mil em 1h11. Com a pandemia, as campanhas tiveram o prazo ampliado para 15 dias. “A crise impactou as duas pontas. O tomador aumentou a demanda por crédito, sobretudo capital de giro, e tem muita empresa em situação mais complicada. Os investidores estão mais receosos neste momento e colocaram o pé no freio”, diz Douek.

Fonte: Valor Econômico

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