Colunistas Vinicius Borghese

Diagnosticar é preciso!

Por Vinicius Borghese

2020 começa com um novo boom do mercado imobiliário, lançamentos, início de obras e uma perspectiva de crescimento exponencial do setor para os próximos anos.

Todo início de ciclo é o momento perfeito para reflexão: o último grande boom do setor deixou sequelas sentidas até hoje pelas equipes de atendimento de assistência técnica e pós obra.

Falhas construtivas se tornaram problemas mais frequentes resultando em uma grande insatisfação dos consumidores, reduzindo a percepção de valor do produto adquirido, aumentando o passivo jurídico e interferindo de certa forma nas vendas.

O Sinduscon-SP conduziu um estudo interessante através do GT Pós Obra, sobre as patologias dos chamados de assistência técnica nos empreendimentos em garantia no setor. O primeiro estudo realizado pelo GT no ano de 2003, constatou as principais patologias nos chamados de assistência técnica dos empreendimentos entregues. O mesmo estudo foi repetido em 2018 e acreditem, o resultado foi idêntico ao estudo anterior. Ou seja, em 15 anos, nosso setor não evoluiu em sanar as falhas construtivas que surgem nos produtos entregues.

Diante de todo este cenário, o que se pode fazer para corrigir ou mitigar os riscos neste novo boom?

Mais do que nunca, diagnosticar é preciso!

O novo mercado precisa se tornar mais perene – FII’s (Fundos de Investimento Imobiliários) e empresas voltadas para o mercado de locação de imóveis são um dos motores desta retomada, atraindo investidores para o setor que estão realizando grandes aportes e aquisições. Neste modelo de negócios, a perenidade e baixo índice de patologias se tornam um diferencial competitivo para incorporadores e construtores e passam a ter impacto direto nos resultados financeiros de curto, médio e longo prazo.

Neste cenário, diagnósticos superficiais sem estudo ou aprofundamento e baseados apenas nas experiências dos envolvidos no processo construtivo culminam em algumas poucas reuniões de retroalimentação que, na prática, surtem pouco efeito, como demonstrado pelo estudo do Sinduscon-SP.

A boa notícia é que já existem empresas focadas em solucionar estas dores atuando no setor, fornecendo diagnósticos precisos, transformando dados em informação estratégica, identificando causa raiz e auxiliando seus clientes a se adaptar as novas demandas do mercado e de seus consumidores.

Para finalizar, fica a pergunta; qual o último investimento feito por sua empresa em diagnóstico?

Até breve!

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