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Cidades paulistanas iniciam construção de hospitais de campanha para pacientes com Covid-19

Estádio do Pacaembú, Complexo do Anhembi e unidades do CEU serão destinados a criação de leitos para receber pacientes de baixa complexidade.

 

Com o objetivo de desafogar hospitais com maior demanda de infectados pelo Covid-19, as prefeituras no estado de São Paulo anunciaram a instalação de hospitais de campanha em várias regiões. Segundo o Ministério da Saúde, a unidade federativa concentra 459 casos e 15 óbitos pela doença, maior índice no país.

Na capital, o prefeito Bruno Covas (PSDB) instalará dois mil leitos de baixa complexidade para atender pacientes com suspeitas da infecção. Nesses espaços, será possível fazer o acompanhamento da população que não se encontra em alto risco, mas que precisa de atenção do poder público, segundo Covas.

Hospital Albert Einstein vai assumir a gestão do hospital de campanha (Pacaembú), e anuncia a contratação de 1.426 profissionais de saúde na capital por tempo determinado. Créditos: Divulgação.

 

O estádio do Pacaembu recebe 200 leitos que devem ficar prontos em duas semanas. A implantação começou no último domingo, 24/03. No Anhembi, serão 1.800 vagas disponíveis em menos de um mês, com previsão de entrega até o dia 10 de abril. Novas estruturas também podem ser montadas em outras regiões da cidade.

Em São João da Boa Vista, um hospital de campanha é construído para atendimento exclusivo a casos suspeitos. A iniciativa parte de uma ação conjunta entre a prefeitura da cidade e o Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino (Unifae).

De acordo com a Administração, o objetivo é começar os atendimentos aos pacientes que apresentam casos suspeitos a partir de segunda-feira, 23/03/20. Créditos: Divulgação.

 

Já o município de Embu das Artes quer construir um centro médico de combate ao coronavírus. O Centro Médico Embuense de Combate ao Coronavírus ficará na região central, ao lado do Parque do Rizzo. Há uma semana, a cidade conta com 17 casos suspeitos e um confirmado da Covid-19. O novo espaço vai contar com 50 consultórios/leitos, sala de triagem, farmácia, sala de medicação, sala de observação, central de atendimento via WhatsApp 24 horas e uma central de comunicação produzindo conteúdos para evitar fake news. O morador que sentir algum sintoma do coronavírus pode entrar em contato via WhatsApp para que as equipes de Saúde. Os números disponíveis são (11) 9 9146-3476 e (11) 9 4478-1175. A prefeitura pede para que não envie áudio.

 

 

CEU

CEU Cantos do Amanhecer, bairro Pirajuçara (SP). Créditos: Divulgação.

 

Na última quinta-feira, 19/03/20, o prefeito Bruno Covas (PSDB) falou que, por conta do aumento de casos de coronavírus em São Paulo, irá adaptar 44 equipamentos públicos da cidade para receber mais 490 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender pacientes que tenham contraído a doença.

Alguns dos leitos serão instalados nos Centros Educacionais Unificados [CEUs]. A capital possui atualmente 505 leitos de UTI na rede médica municipal, mas o objetivo da administração é que esse número chegue a 995 com a instalação dos novos leitos.

Ainda não há informações oficiais sobre quantos pacientes estão internados na rede pública da cidade em razão do coronavírus.

Sobre a população em situação de rua, Covas disse que ela está recebendo atendimento de fiscais da prefeitura, que dão orientações sobre como evitar o contágio pela doença.

 

O que é um Hospital Campanha?

 

O conceito do hospital de campanha foi herdado do campo de batalha, e pode
ser definido como uma pequena unidade de saúde. Créditos: Divulgação

É utilizado como provisão de cuidados temporários de saúde, em situações emergenciais tais como catástrofes naturais ou guerras, provendo cuidado para as vítimas no próprio local, até

que possam ser transportadas com segurança para as instalações permanentes. Os

Hospitais de Campanha, surgiram na segunda guerra mundial, como apoio ao esforço dos combatentes. Observa-se que a estrutura física deste tipo de hospital é limitada ao mínimo necessário, para que se torne viável seu deslocamento até regiões mais remotas. Isso exige

uma estrutura bem pensada, que permita um trabalho eficiente e seguro, provendo condições de realização desde pequenos procedimentos a cirurgias mais complexas, além de internação provisória de pacientes. Seus registros têm sido acompanhados desde a evolução das práticas de saúde conforme a cultura, acontecimentos históricos e meios disponíveis.

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