Colunistas Newton Azevedo

Chão de Fábrica 4.0

Ao longo dos últimos 5 anos tenho acompanhado o desenvolvimento da Educação Corporativa, principalmente nas concessionárias de água e esgoto. Fica evidente que o surgimento da Revolução Digital está mudando, em níveis jamais vistos, a vida das pessoas, a economia das cidades e as relações de trabalho entre empregados e empresas. Uma das principais consequências é que a área de Gestão de Pessoas passa a ser um dos pilares fundamentais da estrutura organizacional de qualquer empresa que busca excelência na sua prestação de serviços. O planejamento estratégico tem que considerar a aplicação de novas tecnologias e a inovação em seus processos, se realmente quiserem crescer no mercado. O termo “Indústria 4.0” tem sido utilizado desde 2011 para englobar todas as inovações tecnológicas criadas nos últimos anos, que facilitem os processos, melhorem a qualidade dos serviços ou produtos e gerem mais lucro para as empresas.

 

Nesta minha reflexão, gostaria de destacar um ponto comum existente entre as operadoras de água e esgoto e as empresas da construção civil, qual seja, a existência de 60% a 70% de seus empregados com baixo nível de escolaridade, sendo muitos analfabetos funcionais. Segundo a EY (Ernest Young), a baixa qualificação da mão-de-obra nestes dois setores, é um dos principais fatores, há muitas décadas, que influenciam negativamente a produtividade.

 

Em resumo, não adianta elaborar um exemplar plano de Educação Corporativa 4.0, se não forem consideradas as necessidades de formação, capacitação e qualificação para os colaboradores que estão no “chão da fábrica” ou “base da pirâmide”. A seguir, compartilho dois caminhos que estão começando a ser adotados para estes colaboradores:
Cursos presenciais de curta duração (8 horas), focados, com uma dinâmica pedagógica apoiada em conceitos lúdicos e em “aprender fazendo”.

 

Cursos à distância, “mobile learning” (smartphones), como complemento dos cursos presenciais, funcionando como reforço.

 

Não adianta falar em “empresa 4.0” se não houver o envolvimento dos colaboradores do chão da fábrica. Estejam certos que a resposta que eles darão será surpreendente.

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