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A importância do trabalho na vida do jovem.

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Por Milton Bigucci*

Os jovens devem comandar o mundo. Aliados às experiências dos mais velhos fazem uma dupla perfeita e dinâmica. Sou um fanático pelo trabalho. Sempre fui. Todo cidadão, incluindo o adolescente, deve trabalhar. O trabalho e o estudo são básicos para o sucesso dele e do país. Por isso prego que o jovem deve trabalhar a partir dos 14 anos de idade ou um pouco menos, em trabalhos compatíveis.

O trabalho molda o caráter, cria o respeito ao próximo e às normas sociais. O trabalho ensina para a vida o relacionamento e o crescimento social.

Com certeza o jovem não perderá a sua juventude, pelo contrário, terá mais disposição para se divertir, passear, praticar esportes, dançar, namorar, com muito mais amor e entusiasmo. O trabalho e o estudo alimentam a garra e o relacionamento.

Comecei a trabalhar com 11 anos de idade, desde 12 de janeiro de 1953 (fez 65 anos) como auxiliar de balconista de uma loja de ferragens e material de construção no bairro do Ipiranga – capital SP. Por necessidade, para poder estudar. Não me arrependo. Pelo contrário, sou muito grato aos meus pais, trabalhadores braçais e humildes, por terem trilhado o caminho do bem, da moral e da ética, que só me valorizou e dos quais me orgulho.

Criei meus filhos ao lado de minha esposa e meus sobrinhos ao lado de minha irmã, da mesma forma. Desde cedo sempre no trabalho e no estudo. Deu no que deu. Todos são homens e mulheres bons e vencedores, formados em uma ou duas faculdades cada um, responsáveis e que comandam a MBigucci e suas famílias com sucesso. Meus netos estão vindo pelo mesmo caminho, seguindo a mesma cartilha, graças a Deus. Esta regra, lastreada no trabalho e no estudo, serve também para nossos parentes, amigos, nossos colaboradores da empresa ou seus filhos.

O trabalho ensina o jovem a dar valor às coisas e ao próximo.

Lembro como se fosse hoje quando os meus filhos com 7 anos de idade, subiam comigo no telhado na nossa casa para limpar as calhas, ou colocavam comida para o Atlas, nosso cão Fila Brasileiro, que era maior que eles. Colocavam e saiam correndo de medo. Depois todos foram office boys/ girl na MBigucci. Aprenderam a trabalhar cedo.

Não acredito em vencer sem produzir ou trabalhar. Por esse motivo todos têm de começar cedo. O trabalho não mata ninguém, pelo contrário, valoriza a vida. Comparem duas pessoas, uma que trabalha e outra não e veja a diferença, a importância e os valores. A que não trabalha ou recebe tudo de mão beijada, só reclama.

Recentemente o Ministério do Trabalho divulgou os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), destacando maior inserção dos jovens no mercado formal de trabalho. No primeiro semestre de 2017, segundo o levantamento, 260,7 mil trabalhadores jovens entraram no mercado de trabalho, ocupando funções nas indústrias, comércios e serviços. Somente no mês de junho/2017, o saldo de abertura de vagas ficou em 10,4 mil postos para jovens até 17 anos; 55,9 mil para jovens de 18 a 24 anos e 2,2 mil para pessoas entre 25 a 29 anos. Ainda há muito a percorrer, mas estamos no caminho.

Um país ou o seu povo progridem pelo trabalho, respeito às leis e às pessoas. É a melhor religião.

*Milton Bigucci é presidente da construtora MBigucci, presidente do Conselho Deliberativo da Associação dos Construtores do Grande ABC, membro do Conselho Consultivo Nato do Secovi-SP e do Conselho Industrial do CIESP, conselheiro vitalício da Associação Comercial de São Paulo e conselheiro nato do Clube Atlético Ypiranga (CAY). Autor dos livros “Caminhos para o Desenvolvimento”, “Somos Todos Responsáveis – Crônicas de um Brasil Carente”, “Construindo uma Sociedade mais Justa”, “Em Busca da Justiça Social”, “50 anos na Construção” e “7 Décadas de Futebol”, e membro da Academia de Letras da Grande São Paulo, cadeira nº 5.

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